- Em 2025, o mundo construiu mais usinas a carvão, mas a geração de carvão caiu 0,6% em relação a 2024.
- China e Índia aumentaram a capacidade de carvão entre 4% e 6%, mas a geração caiu: China, -1,2%; Índia, nearly -3%.
- Os EUA foram a única grande economia com grande aumento na geração de carvão, acima de 80 TWh.
- A capacidade de produção de carvão no mundo cresceu 3,5% em 2025, com 95% desse aumento concentrado na China e na Índia.
- O GEM aponta que fatores como infraestrutura, políticas e excesso de capacidade ajudam a manter o carvão em uso, enquanto fontes renováveis puxam o crescimento da geração de energia limpa.
O mundo construiu mais usinas a carvão em 2025, mas consumiu menos esse combustível. O relatório do GEM (Global Energy Monitor) mostra queda na geração global de carvão, apesar de aumento de capacidade instalada em muitos países, com os EUA como exceção entre as grandes economias.
A expansão de usinas foi mais pronunciada na China e na Índia, que responderam por 95% do acréscimo de capacidade mundial. A China viu a capacidade de carvão crescer 6% no ano, enquanto a geração caiu 1,2% devido ao impulso renovável. Na Índia, a capacidade subiu quase 4%, mas a geração recuou cerca de 3%.
A queda global na geração de carvão foi de 0,6% em 2025 frente a 2024, reflexo direto do avanço das energias solar e eólica, que passaram a atender boa parte da demanda. Mesmo assim, a produção de carvão, ou seja, o conjunto de usinas em operação, aumentou 3,5% no ano.
A China continua como maior emissor mundial, seguida pela Índia e pelos Estados Unidos. Pequim encara o carvão como uma garantia de fornecimento diante da intermitência das renováveis, especialmente após apagões de anos anteriores. Já a Índia mantém dependência significativa do carvão para atender ao crescimento da demanda.
Nos Estados Unidos, houve aumento expressivo na geração a carvão, superiores a 80 TWh em comparação com o ano anterior. Segundo o GEM, o avanço ocorreu em parte por um ambiente político que incentivou o uso do carvão e por decisões de gestão de energia durante o período.
A crise energética internacional e fatores de infraestrutura ajudam a explicar a permanência de muitos ativos de carvão. Em geral, quase 70% das unidades que teriam de deixar de operar permaneceram em funcionamento no último ano, conforme levantamento do GEM. A tendência global aponta para maior participação das renováveis na matriz, com o carvão respondendo por parcela menor da geração total.
Desempenho regional reforça o panorama: regiões produtoras de carvão mantêm incentivos para continuar ampliando a capacidade, enquanto a transição energética avança mais rápido em várias partes do mundo, reduzindo a participação do carvão na geração de eletricidade.
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