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Novos métodos de pesquisa revelam biodiversidade de Madagascar

LIFEPLAN amplia monitoramento na Madagascar, indo além de espécies-chave e revelando diversidade de artrópodes e fungos para direcionar áreas prioritárias de conservação

The royal blue pansy butterfly (Junonia rhadama), one of the endemic insect species trapped by the IBA. Image by Andrianiaina Angelo via iNaturalist. (CC BY-NC 4.0)
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  • LIFEPLAN expande monitoramento de biodiversidade para além de poucas espécies-chave, incluindo artrópodes, fungos e várias formas de vida em Madagascar e ao redor do mundo.
  • Em Madagascar, o projeto abrange mais de cinquenta locais, com comunidades locais operando ferramentas de coleta como armadilhas de insetos, câmeras e gravadores de áudio.
  • Dados gerados envolvem milhões de imagens, milhares de amostras de solo e de fungos, além de registros de áudio que ajudam a mapear a diversidade de forma mais abrangente.
  • Descobertas indicam que mecanismos que explicam a diversidade de vertebrados nem sempre explicam a diversidade de artrópodes e fungos, o que impacta planos de conservação.
  • A partir dessas evidências, pesquisadores priorizam áreas de floresta distantes de proteções existentes para capturar a maior parte da diversidade de insetos, com estimativas de custo e duração para estabelecer monitoramento contínuo.

Dimby Raharinjanahary, biólogo de conservação, dedicou anos a observar Madagascar, contando lemures, aves e outros animais. Entre 2012 e 2018, foi chefe de monitoramento de parques nacionais, quando o acompanhamento se baseava em poucas espécies indicadoras.

Conservação dependia de espécies-alvo. Se não as via, o ecossistema parecia degradado. Hoje, Raharinjanahary atua no Madagascar Biodiversity Center e integra o LIFEPLAN, iniciativa que amplia o monitoramento para além de poucos grupos.

LIFEPLAN coordena uma rede global em 83 locais para acompanhar artrópodes, fungos, mamíferos e aves. A base é o Insect Biome Atlas, lançado entre 2019 e 2020, ampliando para várias espécies e regiões ao longo do tempo.

Construindo uma visão global da biodiversidade

O projeto usa métodos idênticos, com amostragens contínuas, para comparar padrões de biodiversidade entre continentes e entender impactos climáticos e humanos. Até agora, registrou milhões de registros multimídia e amostras diversas.

Segundo Tomas Roslin, ecologista da Universidade de Ciências Agrícolas da Suécia, muitos taxa são desconhecidos. A diversidade de artrópodes responde mais à distância geográfica do que ao clima, o que desafia estratégias únicas para grupos diferentes.

Entre os resultados, estima-se que Madagascar tenha cerca de 255 mil espécies de artrópodes. Futuros estudos avaliam se padrões que explicam vertebrados valem para invertebrados e fungos noizes.

Planejamento de conservação orientado por dados

Em Madagascar, mais de 50 locais foram usados para mapear a diversidade ao longo do gradiente climático. Comunidades locais apoiaram a instalação de armadilhas, câmeras, gravadores e coletores de solo e de aerossóis.

Fisher, da California Academy of Sciences, afirma que a proteção precisa considerar a diversidade de insetos separadamente. Em locais distantes, até dois terços das espécies não se repetem, reforçando a necessidade de áreas prioritárias.

A modelagem identificou 50 áreas-alvo com maior potencial de abrigar espécies não representadas na rede de unidades protegidas. A meta é ampliar a cobertura de forma estratégica, não apenas ampliar fronteiras.

Perspectivas de monitoramento a longo prazo

A implementação de um sistema de biomonitoramento estável exige recursos e tempo. Estimativas apontam custo anual de 75 mil a 150 mil dólares para 10 locais cobertos ao longo de cinco anos, com dados consistentes.

O investimento humano é central, com técnicos locais operando equipamentos, coletando amostras e mantendo a rotina de monitoramento. Mudanças significativas podem levar 10 a 15 anos para serem detectadas.

Raharinjanahary ressalta que as metodologias LIFEPLAN devem sustentar o monitoramento por meio de parcerias entre parques nacionais, ONGs e empresas. O objetivo é avaliar não apenas o crescimento de árvores, mas a recuperação da biodiversidade.

Citations: Hardwick et al. LIFEPLAN: A worldwide biodiversity sampling design; Ovaskainen et al. CORAL; Miraldo et al. Insect Biome Atlas; Ovaskainen et al. Global Spore Sampling Project.

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