- O Ministério da Saúde anunciou a implementação de um protocolo de rastreamento pelo SUS using o teste imunoquímico fecal (FIT) para detecção precoce do câncer colorretal.
- O FIT é menos invasivo, não exige restrições alimentares e apresenta taxa de assertividade entre oitenta e cinco por cento e noventa e dois por cento.
- O teste detecta hemoglobina nas fezes; resultado positivo indica necessidade de colonoscopia, já que o FIT não detecta todos os pólipos.
- O rastreamento é recomendado para pessoas assintomáticas entre cinquenta e setenta e cinco anos; quem apresenta sintomas deve buscar avaliação médica.
- O câncer colorretal ocupa a terceira posição de incidência no Brasil; um protocolo estruturado de rastreamento pode favorecer diagnóstico precoce e reduzir casos graves.
O Ministério da Saúde anunciou a implementação de um novo protocolo de rastreamento do câncer colorretal pelo SUS, com o uso do teste imunoquímico fecal (FIT). A iniciativa, divulgada em 21 de maio, busca identificar precocemente tumores no intestino por meio de amostra simples em casa. O FIT tem sensibilidade entre 85% e 92% e não exige restrições alimentares antes da coleta.
O teste detecta hemoglobina nas fezes, apontando a presença de sangue que pode ser invisível a olho nu. Especialistas explicam que o FIT oferece maior sensibilidade que testes antigos de sangue oculto. A técnica reduz o número de colonoscopias desnecessárias ao indicar o procedimento apenas quando há sangue na amostra.
Segundo o presidente da SBCP, Olival de Oliveira Jr., o protocolo anterior apresentava mais resultados falso-positivos por depender de pigmentos vermelhos. O novo teste facilita a triagem, com coleta domiciliar e kit específico, contribuindo para o diagnóstico mais rápido.
O FIT não substitui a colonoscopia. Quando o teste for positivo, é necessária avaliação endoscópica para confirmar ou excluir câncer colorretal ou pólipos. O Ministério da Saúde recomenda o FIT para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.
Adoção do protocolo integra ações de saúde pública, buscando reduzir a incidência de casos graves por meio de rastreamento estruturado. O câncer colorretal é uma das neoplasias com maior incidência no Brasil, com estimativas de novos casos entre 50 e 75 anos, segundo o INCA.
Além do rastreamento, especialistas destacam a importância de hábitos saudáveis. Atividade física, alimentação equilibrada e redução de ultraprocessados ajudam na prevenção, assim como evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool. O histórico familiar também orienta o acompanhamento preventivo.
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