- Região Sudeste lidera acidentes no transporte de cargas em 2025, com aumento de 12% e consolidando-se como principal foco de risco no país.
- Três dos quatro estados da região aparecem no topo: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; Centro-Oeste registra crescimento relevante de 14%.
- Horário mais crítico continua sendo a manhã; na tarde houve alta de 14%, e os dias com mais ocorrências são quinta-feira (+7%) e sexta-feira (+14,7%).
- Cargas fracionadas lideram os acidentes, ainda que com queda em relação a 2024; setores alimentício, siderúrgico e de medicamentos aparecem entre os mais atingidos.
- Principais causas apontadas são precariedade das rodovias, condições meteorológicas adversas e fatores humanos; principais desvios incluem excesso de velocidade, fadiga e distração; acidentes registraram aumento de 4,7% em relação a 2024, enquanto viagens monitoradas cresceram 34,8%.
A região Sudeste segue como o principal foco de ocorrências no transporte de cargas em 2025, com aumento de 12% em relação ao ano anterior. O conjunto de estados lidera o ranking, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Centro-Oeste registrou crescimento de 14%, sinalizando expansão regional do risco.
Os dados são do Mapa de Acidentes no Transporte de Cargas 2025, da nstech. O estudo utiliza informações das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da empresa. O transporte rodoviário, que move cerca de 65% da carga nacional, é apontado como cenário crítico para a segurança.
A manhã continua sendo o período mais complexo, com manter-se como pico de ocorrências, e a tarde registrou alta de 14%. Já a incidência concentrada entre quinta e sexta cresceu 7% e 14,7%, respectivamente, indicando dias mais desafiadores.
Principais tipos de ocorrência
Colisões lideram o ranking, com alta acima de 5% frente a 2024. Em segundo lugar, tombamentos cresceram 9,5%, e choques apresentaram queda de 7,25%. Saídas de pista, incêndio e capotagem também aparecem, porém com volume menor.
Perfil das cargas e dos motoristas
As cargas fracionadas continuam no topo das ocorrências, seguidas pelo segmento alimentício, que subiu 4%. Cargas siderúrgicas e de medicamentos aparecem entre as mais atingidas. A maior incidência está entre motoristas de 40 a 50 anos, e entre profissionais acima de 50.
Padrões de gestão e causas
Profissionais com vínculo agregado lideram o ranking de acidentes, apontando maior variabilidade operacional. Em 2025 houve aumento de 4,7% nos acidentes comparado a 2024, segundo BRK, Buonny e Opentech. As viagens monitoradas cresceram 34,8%, e o valor das cargas monitoradas subiu 19,7%.
Atrasos e falhas estruturais aparecem entre as causas, associadas a rodovias precárias, clima adverso e fatores humanos. Entre os desvios críticos, destacam-se excesso de velocidade, RPM elevado, aceleração ou freada brusca e fadiga.
Entre na conversa da comunidade