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Sony quase dominou áudio espacial, até Apple mudar a música para sempre

Apple consolidou o áudio espacial ao combinar Atmos com rastreamento de cabeça, eclipsando a estratégia da Sony e dominando o ecossistema de streaming e hardware

Jada Jones/ZDNET
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  • Em 2019, na CES, a Sony apresentou o 360 Reality Audio como o futuro da música, com apoio de Pharrell Williams, Mark Ronson, Universal Music Group, Warner Music Group, Tidal e Amazon Music.
  • O modelo da Sony previa integração em fones, fones de ouvido e alto-falantes, além de licenciar a tecnologia a fabricantes e envolver artistas para gravar em áudio espacial; a personalização era exclusiva para fones Sony via mapeamento de orelha.
  • Mesmo com avanços, a Sony não conseguiu conquistar larga participação do mercado diante da Apple, que lançou o Atmos por meio do Apple Music e de dispositivos com head-tracking, sem exigir mapeamento individual.
  • Em 2021, a Apple expandiu o Spatial Audio, oferecendo compatibilidade com Atmos em diversos aparelhos e permitindo que músicas com Atmos fossem reproduzidas em fones de ouvido comuns, desde que haja suporte da plataforma.
  • Hoje, o 360 Reality Audio ainda aparece em alguns produtos da Sony, mas o Atmos domina o mercado; a Tidal retirou suporte ao formato da Sony, e a Sony investe mais em upmixing proprietário nos fones.

Sony lançou em 2019 o formato 360 Reality Audio, vendendo a ideia de “futuro da música” no CES. Apple e Dolby tinham planos diferentes para o mercado de áudio imersivo. O evento ocorreu em Las Vegas, com participação de gravadoras e serviços de streaming.

O modelo da Sony previa integração com fones, fones de ouvido intra-auriculares e alto-falantes, além de parcerias com plataformas de streaming. A empresa buscava licenciar a tecnologia e atrair artistas para gravar no formato.

Para personalização, a Sony exigia um mapeamento do ouvido do usuário via app Headphones Connect, hoje Sound Connect. O sistema oferecia uma experiência única apenas para fones da marca, com processamento próprio para gerar o campo sonoro.

A mudança do cenário pela Apple

Em 2021, a Apple anunciou que o Apple Music e dispositivos como AirPods, iPhone, Mac e iPad passariam a suportar Dolby Atmos e áudio espacial com rastreamento de cabeça, atingindo milhões de aparelhos de uma vez. A Apple não exigia mapeamento individual.

A Apple abriu a tecnologia para várias peças de hardware, mantendo o controle do ecossistema. Artistas podiam produzir músicas em Atmos e enviá-las diretamente ao Apple Music, sem criar uma nova solução de áudio espacial from scratch.

O que aconteceu depois

Embora Sony e Dolby tenham chegado a plataformas como Tidal, Deezer e Amazon Music, o mercado ainda não estava maduro. Em 2026, o Atmos domina parte significativa do segmento, com a Sony mantendo presença em seus equipamentos, como soundbars e receivers.

Ao escolher o caminho fechado da Apple, a Apple consolidou o domínio da experiência de áudio espacial dentro do seu ecossistema. A Sony, por sua vez, continuou a aperfeiçoar o processamento de seus fones, sem ampliar rapidamente a adesão ao formato 360 Reality Audio.

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