- Start-up francesa Capillum recicla cabelos de salões, hoje com 20 funcionários e capacidade de reciclar até 20 mil quilos por mês.
- A empresa foi criada por dois estudantes, James Taylor e Clément Baldellou, que viram potencial em transformar cabelos em materiais úteis, criando a primeira cadeia de reciclagem de cabelos do mundo.
- O produto pioneiro é um tapete biodegradável capaz de absorver poluição por óleo em solos, mares ou rios, com capacidade de absorver até 26 vezes o seu peso em hidrocarbonetos.
- Quase seis mil salões são parceiros na França, com atuação também na Bélgica e no Luxemburgo, e a Capillum já desenvolveu almofadas e um casaco forrado com fibra capilar.
- Na agricultura, uma cobertura de solo feita com cabelo humano é usada em reflorestamento, ajudando a afastar animais jovens das mudas; o produto já vendeu 500 mil unidades em sete meses.
O que aconteceu: uma start-up francesa transforma cabelos em produtos úteis, desde itens de limpeza até insumos para reflorestamento. A empresa já recicla até 20 mil quilos de fios por mês, envolvendo uma fábrica que emprega 20 pessoas.
Quem está envolvido: os fundadores James Taylor e Clément Baldellou, estudantes de administração em Clermont-Ferrand, deram início ao projeto que hoje amadureceu para uma cadeia de reciclagem de cabelos. Entre os parceiros, estão milhares de salões de beleza que coletam os fios para a Capillum.
Quando e onde: o movimento começou há sete anos em Clermont-Ferrand, no centro da França, e o alcance da startup se expandiu para Bélgica e Luxemburgo. Hoje, a iniciativa opera em a uma escala que envolve quase 6 mil salões parceiros na França.
Como e por quê: a ideia nasceu da constatação de que cabelos humanos podem substituir fibras plásticas derivadas do petróleo. A Capillum desenvolveu um tapete biodegradável capaz de absorver óleo em solos, mares e rios, aproveitando a capacidade dos fios de absorver hidrocarbonetos.
Tapete de cabelos contra poluição por óleo
O material aproveita a estrutura da proteína queratina para absorver óleo, atingindo capacidade de absorção de até 26 vezes o peso do cabelo em hidrocarbonetos. A capilaridade e a superfície escamosa favorecem a aderência do óleo.
Aprovação de mercado e impacto operacional: captar fios de salões mostrou-se viável diante da crescente demanda por padrões de consumo mais sustentáveis. A adesão de profissionais de beleza ajuda a reduzir resíduos, ao mesmo tempo em que cria novas soluções ecológicas.
Casaco é o último lançamento
Entre produtos, a Capillum lançou almofadas e um casaco forrado com fibra capilar, ampliando o uso de cabelo humano além de aplicações industriais. Tradicionalmente, materiais sintéticos ou penas costumam ser usados nesses itens.
Usos na agricultura e reflorestamento: uma cobertura de solo feita com cabelo humano tem sido aplicada em projetos de reflorestamento na França, atuando como barreira natural que desencoraja o contato de animais com mudas. Segundo os responsáveis, a tecnologia pode reduzir perdas nas primeiras fases de plantio.
Desenvolvimento e alcance comercial: o produto tornou-se carro-chefe da Capillum, com cerca de 500 mil unidades vendidas em sete meses nas principais redes de lojas especializadas. O crescimento indica uma demanda consistente por soluções sustentáveis derivadas de resíduos humanos.
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