- Surto de sarampo em Estados Unidos e México acende alerta global sobre a importância da vacinação antes de viajar, inclusive para a Copa do Mundo de 2026.
- Nos Estados Unidos, foram registrados mais de 2,2 mil casos em 2025, maior volume desde 2000.
- No México, há milhares de casos confirmados, com a circulação do vírus monitorada pela Organização Pan-Americana da Saúde.
- A imunidade coletiva, alcançada pela vacinação, ajuda a reduzir a transmissão; uma pessoa pode infectar até 18 outras em ambientes fechados.
- O Ministério da Saúde orienta revisar a carteira de vacinação antes de viagens internacionais, com a tríplice viral atualizada e, se necessário, dose extra pelo menos 15 dias antes do embarque.
O surto de sarampo nos Estados Unidos e no México acende alerta global sobre a vacinação, especialmente com a Copa do Mundo de 2026 recebendo torcedores de todo o mundo. A rápida recuperação da transmissão ocorre em meio a quedas nas coberturas vacinais.
A infectologista Dra. Mariana Otake Yamada, professora da Universidade Anhembi Morumbi, destaca que a imunização continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar casos graves e óbitos. A pesquisa e o monitoramento são reforçados pela OPAS, diante da circulação do vírus na região.
Situação por país e dados recentes
Nos Estados Unidos, foram registrados mais de 2,2 mil casos em 2025, o maior número desde 2000, quando o vírus foi considerado eliminado ali. No México, a contagem é de milhares de casos confirmados, com vigilância atuando para acompanhar a transmissão.
Importância da imunidade coletiva
O sarampo é altamente contagioso: uma pessoa pode transmitir para até 18 indivíduos em ambiente fechado. Quando a vacinação atinge a maioria, cresce a imunidade coletiva, protegendo bebês e gestantes que não podem se vacinar.
Vacinação ao longo da vida
A cobertura vacinal não se restringe à infância. Adultos devem manter doses atualizadas, entre elas a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Outras vacinas importantes incluem hepatite B, febre amarela, tétano, gripe e Covid-19, além de pneumocócicas e herpes-zóster para grupos específicos.
Orientação para viagens internacionais
O aumento de fluxo turístico eleva o risco de importação e exportação de vírus. O Ministério da Saúde recomenda revisar a carteira de vacinação antes de viajar. A tríplice viral deve estar atualizada, com a possível segunda dose indicada pelo menos 15 dias antes do embarque.
O que fazer se não souber o histórico vacinal
Se houver dúvida ou perda da carteira de vacinação, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A Dra. Yamada ressalta que a vacinação é segura mesmo sem confirmação prévia de doses anteriores.
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