- Estudo publicado na PLOS One mostrou que vacas conseguem reconhecer rostos de pessoas familiares e associá-los às suas vozes.
- A pesquisa foi coordenada por Océane Amichaud, do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRAE).
- Quarenta e quatro vacas da raça Prim’Holstein foram expostas a vídeos de pessoas conhecidas e não conhecidas, sem som, para medir o tempo de observação.
- Na segunda fase, quando os vídeos tinham a voz de uma das pessoas, as vacas observaram mais o rosto quando a voz correspondia à pessoa mostrada.
- Os resultados sugerem que o gado usa tanto reconhecimento facial quanto associação com voz para identificar familiares, embora o impacto emocional ainda não tenha ficado claro.
Foram publicados resultados de um estudo da PLOS One que apontam a capacidade de reconhecimento de vacas para rostos de pessoas familiares e para associar essas faces às vozes correspondentes. A pesquisa envolveu 34 animais da raça Prim’Holstein, criados em condições de convivência com humanos.
Conduzido por Océane Amichaud, do INRAE, o estudo avaliou respostas de vacas a imagens de pessoas conhecidas e desconhecidas, sem som, observando o tempo de atenção. Em seguida, vídeos com vozes de uma das pessoas foram exibidos para ver se as vacas prestavam mais atenção quando a voz condizia com o rosto apresentado.
O experimento mostrou que as vacas não apenas reconhecem rostos, mas também associam vozes conhecidas a esses rostos. A equipe destaca que o efeito foi mais pronunciado em situações com indivíduos familiares, dentro de um contexto social específico das vacas.
Metodologia
Os pesquisadores apresentaram vídeos de rostos familiares e não familiares aos animais, medindo o tempo de observação. Em uma segunda fase, a voz de uma das pessoas nas telas foi adicionada, e a atenção aumentou quando a voz correspondia ao rosto exibido.
Resultados e considerações
Os resultados sugerem que as vacas processam informações visuais e sonoras de forma integrada. Os autores indicam que o reconhecimento vai além da imagem estática, envolvendo associações de identidade entre rosto e voz. Não houve mudanças significativas nos batimentos cardíacos durante os testes, limitando evidências sobre impacto emocional.
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