- Calor acima de trinta graus Celsius e chuvas elevam a reprodução de insetos, deslocam roedores e ampliam focos de infestação em áreas urbanas.
- Pragas urbanas comuns incluem o Aedes aegypti, roedores (principalmente ratazana), baratas da espécie Periplaneta americana e ácaros, com riscos à saúde humana.
- Entre 2023 e 2024, o Brasil teve mais de quatro milhões de casos de dengue e cerca de dois mil óbitos, com custos públicos superiores a R$ 1,5 bilhão; empresas gastam em média R$ 7 bilhões anuais no combate às pragas.
- Desentupidora e dedetizadora Suporte aponta desafios como resistência genética a venenos e acesso aos criadouros, que ficam em ninhos dentro de vãos, dutos e subsolos.
- Medidas preventivas sugeridas incluem dedetização programada, vedação de vãos, caixões de água bem vedados, tampas de lixo, telas em ralos e limpeza de calhas; a fiscalização é regulada pela Anvisa.
O aumento de temperatura acima de 30°C, aliado às chuvas, tem acelerado a reprodução de insetos e a deslocação de roedores nas cidades. Especialistas apontam que essas mudanças climáticas elevam os focos de infestação e dificultam o controle.
A análise é de Diógenes Renato, diretor-técnico da Desentupidora e Dedetizadora Suporte. Segundo ele, galerias de esgoto pluvial ficam inundadas, expulsando pragas para a superfície e ampliando áreas de risco. A umidade favorece o desenvolvimento de larvas.
Pragas urbanas, definidas como insetos e pequenos animais sinantrópicos, encontram nas cidades abrigo, alimento e água. Lotação de lixo e falta de manutenção agravam a situação, aumentando a densidade populacional de vetores.
Entre as espécies mais comuns estão o Aedes aegypti, roedores, baratas da espécie Periplaneta americana e ácaros. Esses agentes estão associados a dengue, Zika, Chikungunya, leptospirose, além de doenças respiratórias.
Dados recentes indicam que, entre 2023 e 2024, o Brasil registrou mais de 4 milhões de casos de dengue e cerca de 2 mil mortes. O custo público com a doença superou 1,5 bilhão de reais. Empresas gastam bilhões anuais com pragas.
Desafios para controle e manejo
A resistência genética a ativos químicos e o acesso a criadouros são apontados como principais entraves. Ninhos costumam se localizar em vãos de alvenaria, dutos de ar e subsolos, dificultando intervenções.
Medidas preventivas ajudam a reduzir a infestação. Profissionais indicam vedar frestas, instalar telas em ralos, manter lixo tampado e evitar acúmulo de água da chuva em recipientes abertos.
A fiscalização de ambientes comerciais e industriais é orientada pela Anvisa, que exige controle rigoroso de pragas e documentação de serviços. A não conformidade pode resultar em sanções, interdições ou ações legais.
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