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Cidade submersa no Mediterrâneo devolve estátuas e templos após 1.200 anos

Thonis-Heracleion, cidade submersa, devolve estátuas gigantes, templos de ouro e moedas, revelando o comércio greco-egípcio preservado a trinta metros de profundidade

Arqueólogos marinhos inspecionando estátuas colossais e oferendas de ouro nas ruínas submersas de Thonis-Heracleion.
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  • Thonis-Heracleion, cidade submersa na baía de Abu Qir, retorna à tona com estátuas gigantes e templos após mais de mil anos sob o Mediterrâneo.
  • O desaparecimento aconteceu no final do século oito, causado por terremotos, maremotos e liquefação do solo arenoso, que afundaram rapidamente o porto.
  • Entre os achados, estão estátuas de granito com mais de cinco metros, moedas de ouro, pesos de bronze, dezenas de navios naufragados, âncoras de ferro e inscrições hieroglíficas preservadas.
  • Os templos dedicados a Amun e Khonsu tiveram suas dimensões mapeadas: templos centrais a sete metros de profundidade, cascos de navios a oito metros e estelas a seis metros.
  • As pesquisas são lideradas pelo arqueólogo Franck Goddio, com apoio da Universidade de Oxford e da UNESCO para catalogação digital e proteção do patrimônio subaquático.

O segredo da cidade submersa Thonis-Heracleion veio à tona graças a pesquisas arqueológicas subaquáticas na baía de Abu Qir. A cidade, que ficou escondida sob as águas por séculos, revelou estátuas gigantes, moedas de ouro e templos que ajudam a reconstruir o comércio do antigo Egito.

O desaparecimento ocorreu no final do século VIII, quando uma série de catástrofes naturais atingiu a região. Terremotos fortes e maremotos provocaram a liquefação do solo arenoso, levando ao afundamento rápido da infraestrutura urbana e ao submerso do porto.

O local fica no Mediterrâneo, próximo à costa norte do Egito, a diversas dezenas de metros de profundidade. As ruínas permaneceram protegidas por sedimentos marinhos por séculos, impedindo saques e preservando parte do patrimônio.

A expedição recebe coordenação do arqueólogo francês Franck Goddio, com apoio da Universidade de Oxford. As pesquisas seguem normas internacionais de conservação estabelecidas pela UNESCO, visando proteger artefatos e dados coletados.

Entre os achados, destacam-se estatuetas de granito com mais de cinco metros, moedas de ouro, pesos de bronze, dezenas de navios naufragados, âncoras de ferro e inscrições hieroglíficas preservadas em pedra basáltica. Também foram mapeados templos dedicados a Amun e Khonsu.

| Estrutura Mapeada | Profundidade Registrada |

|——————-|————————|

| Templos centrais | 7 metros |

| Cascos de navios | 8 metros |

| Estelas de pedra | 6 metros |

Conservação e cooperação internacional

As escavações continuam sob supervisão técnica com apoio metodológico de universidades parceiras. O monitoramento do patrimônio subaquático segue diretrizes para a proteção do legado histórico frente a ameaças naturais e humanas. Relatórios técnicos são emitidos para registrar o estado de conservação das peças.

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