- A especialista Jessie Inchauspé defende um café da manhã com proteínas e gorduras para estabilizar a glicose.
- Ela afirma que a alimentação atual cria culpa e autocontrole excessivo, e mudanças simples podem trazer benefícios à saúde física e mental.
- Inchauspé ficou conhecida ao identificar a relação entre glicose, energia e humor ao acompanhar seu próprio metabolismo com monitor contínuo de glicose, mesmo sem diabetes.
- Recomenda café da manhã salgado, rico em proteínas e gorduras, para uma energia mais estável ao longo do dia.
- Sugere inverter a ordem das fibras/vegetais, depois proteínas e gorduras, e por último carboidratos, para reduzir picos glicêmicos.
Jessie Inchauspé, bioquímica francesa conhecida como a deusa da glicose, ganhou notoriedade ao ligar hábitos alimentares ao controle da glicose. Ela afirma que fadiga, irritabilidade e compulsões podem ter causas fisiológicas mais que morais. A reportagem é da La Nación.
A especialista defende mudanças simples na alimentação, não dietas extremas, para melhorar saúde física e mental. Em entrevista, ela aponta que a alimentação moderna gera culpa e autocontrole excessivo, dificultando a relação com o próprio corpo.
Inchauspé costuma monitorar a glicose para entender a relação entre energia, humor e metabolismo. Ela estudou hábitos alimentares desde a formação em matemática no King’s College London e em bioquímica pela Georgetown University.
Café da manhã com proteínas e gorduras
Segundo a pesquisadora, desayunos salgados, ricos em proteínas e gorduras, tendem a estabilizar a glicose e oferecer energia por mais tempo. A mudança simples pode reduzir picos glicêmicos e melhorar foco ao longo do dia.
Ela sugere reorganizar a ordem das refeições: iniciar com fibras e vegetais, seguir com proteínas e gorduras, deixando os carboidratos para o final. A ideia é modular respostas metabólicas e emocionais.
Para a bioquímica, compreender o funcionamento do corpo é mais eficaz que restrições severas. Oscilações de glicose podem aumentar ansiedade e irritabilidade, aponta. O foco é entender a biologia, não buscar perfeição.
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