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Fotógrafa registra raro fenômeno da Via Láctea em -28°C nos Alpes

Fotógrafa francesa registra arco duplo da Via Láctea nos Alpes a -28°C; surge Gegenschein em composição reconhecida pela NASA

Feito da profissional ganhou repercussão internacional e mereceu destaque da NASA em abril
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  • A fotógrafa francesa Angel Fux enfrentou temperaturas de até -28°C nos Alpes para registrar um raro arco duplo da Via Láctea, a mais de quatro mil metros de altitude.
  • A imagem foi capturada em março, em uma montanha entre Itália e Suíça, após meses de planejamento para atender a condições ideais de céu limpo, pouca poluição luminosa, Lua em fase adequada e horizonte aberto.
  • A expedição contou com guia de montanha, equipamentos de alpinismo e roupas especiais para suportar o frio extremo.
  • Durante a madrugada, Fux registrou o arco de inverno e, horas depois, o arco de verão com o núcleo da galáxia; ao revisar, encontrou o Gegenschein, brilho causado pela reflexão de poeira interplanetária.
  • O resultado foi uma composição com três arcos luminosos sobre os Alpes, cuja imagem ganhou repercussão internacional e foi destacada pela NASA em abril.

Uma fotógrafa francesa enfrentou temperaturas de até -28°C nos Alpes para registrar um raro fenômeno astronômico. A imagem foi capturada em março, em uma montanha entre a Itália e a Suíça, a mais de 4 mil metros de altitude.

Angel Fux, especialista em astrofotografia, planejou a expedição durante meses com o objetivo de registrar o arco duplo da Via Láctea, que ocorre apenas em dias específicos no hemisfério norte. O registro depende de céu limpo, baixa poluição luminosa, Lua em fase adequada e horizonte livre.

A missão contou com apoio de um guia de montanha e equipamentos de alpinismo, incluindo cordas, crampons e roupas apropriadas para o frio extremo. Durante a madrugada, a fotógrafa captou primeiro o arco de inverno, depois o de verão, acompanhado do núcleo galáctico.

Detalhes do registro

Ao revisar o material, Fux identificou um brilho raro conhecido como Gegenschein, causado pela reflexão da luz solar em partículas de poeira interplanetária. Assim, obteve três arcos luminosos em uma única composição sobre os Alpes.

A repercussão internacional foi imediata, e a NASA destacou a imagem entre os principais registros astronômicos divulgados em abril. A agência ressaltou o mérito técnico e a complexidade da captura em condições extremas.

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