- Pesquisadores acompanharam nove lêmures bengaleses confiscados e soltos no Parque Nacional Lawachara, em Bangladesh, com o objetivo de monitorar a sobrevivência em vida selvagem.
- Seis meses depois, apenas dois indivíduos ainda viviam; vários morreram dias ou semanas após a soltura.
- Forças de combate entre indivíduos teriam causado mortes por ferimentos causados por mordidas venenosas, com quatro corpos encontrados com marcas no rosto, cabeça e dedos.
- Os dois sobreviventes apresentaram maior área de vida em relação aos que morreram, sugerindo que o sucesso depende de afastar-se de territórios de loris já estabelecidos.
- Especialistas alertam que a soltura deve ocorrer somente quando critérios de saúde e comportamento forem atendidos, pois a soltura repetida pode não ser adequada para espécies altamente territoriais e ameaçadas.
Os componentes da pesquisa mostram que o ambiente selvagem pode representar um obstáculo letal para os loris-bengaleses resgatados. O estudo acompanhou nove loris confiscados, recolocados no Parque Nacional Lawachara, em Bangladesh.
Seis meses após a soltura, apenas dois indivíduos continuavam vivos. Vários morreram em dias ou semanas seguintes à liberação. Quatro corpos apresentaram ferimentos de mordidas venenosas na cabeça, face e dedos.
O trabalho destaca a natureza territorial dos loris, espécies entre as mais traficadas do mundo e as únicas primatas venenosas. As mortes sugerem conflitos com moradores de áreas vizinhas.
A sobrevivência dos dois indivíduos remanescentes esteve associada à expansão de seus territórios, afastando-se de áreas já dominadas por outros lorises. Esse padrão indica que sucesso depende da distância de territórios rivais.
Pesquisadores apontam que tempos prolongados em cativeiro reduziram as chances de adaptação ao ambiente selvagem. Solturas devem ocorrer assim que critérios de saúde e comportamento forem atendidos, segundo especialistas.
A equipe liderada por Hassan Al-Razi observa que Lawachara pode estar saturado, com muitos territórios já ocupados. Releasees em áreas florestais de Bangladesh costumam ocorrer por conveniência logística.
A falta de diretrizes para liberação de loris é ressaltada por autoridades locais. O Bangladesh Forest Department reconhece a necessidade de abordagem baseada em dados para evitar novas mortes.
Especialistas concordam que o manejo de resgate e soltura não resolve a crise maior de tráfico, mas pode reduzir a pressão sobre populações silvestres. Em alguns casos, negar a soltura pode ser a opção mais ética.
Para entender os resultados, leia a reportagem completa de Carolyn Cowan. A pesquisa envolve instituições como Plumploris e colaboração com a IAR Indonesia Foundation.
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