- Microplásticos e compostos orgânicos persistentes (POPs) foram encontrados em águas profundas do Brasil, com destaques para a Bacia de Santos.
- A pesquisa envolveu coleta de amostras em diferentes profundidades, identificando microplásticos de diversos tamanhos e cores e POPs altamente persistentes no ambiente.
- Os microplásticos podem ser ingeridos por organismos de profundidade, entrando na cadeia alimentar e potencialmente afetando espécies de grande porte; POPs podem se acumular nos tecidos e causar impactos tóxicos.
- A origem dos microplásticos ainda é incerta, podendo estar relacionada a transporte atmosférico, descarte de resíduos ou atividades de exploração de petróleo e gás na região.
- O estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo e políticas de gestão de resíduos para proteger a fauna de profundidade e mitigar impactos ambientais.
O estudo revela a presença de microplásticos e compostos orgânicos persistentes (POPs) em águas profundas brasileiras, com maior concentração na Bacia de Santos, área de intensa atividade de petróleo e gás. O objetivo é entender a origem desses compostos e o impacto na fauna de profundidade.
Pesquisadores nacionais e internacionais coletaram amostras em diferentes profundidades e regiões, identificando microplásticos de diversos tamanhos e cores, além dos POPs, poluentes tóxicos de longa duração no ambiente. Os dados apontam entrada desses resíduos em ecossistemas profundos.
Os microplásticos podem ser ingeridos por organismos de grande porte na cadeia alimentar, sinalizam os autores, e potencialmente afetam peixes e mamíferos marinhos. Já os POPs tendem a se acumular em tecidos, aumentando riscos de toxicidade.
Origem e dispersão
A origem dos microplásticos permanece incerta. Possíveis vias incluem transporte atmosférico, descarte inadequado de resíduos e atividades de exploração de petróleo e gás. A complexidade do ambiente marinho profundo dificulta rastreamento e compreensão dos caminhos.
A equipe ressalta que a poluição em águas profundas evidencia impactos além de áreas costeiras, competindo com a biodiversidade única desses habitats. O cenário reforça a necessidade de gestão de resíduos e de regulação das atividades humanas no mar.
Implicações e próximos passos
Os autores defendem monitoramento contínuo e mais estudos para esclarecer entradas e efeitos dos contaminantes na cadeia alimentar marinha. A abordagem colaborativa entre instituições brasileiras e estrangeiras é enfatizada como chave para avanços.
A pesquisa foi publicada em revista científica internacional e contou com financiamento de agências de ambos os lados do Atlântico, destacando a importância de parcerias globais para enfrentar desafios ambientais do século XXI.
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