- A NASA planeja até 2036 estabelecer uma base humana permanente na Lua, no polo sul, como etapa para futuras missões a Marte, com investimento superior a US$ 30 bilhões.
- O plano Ignition, apresentado este ano, prevê mais de oitenta voos lunares, dez veículos especializados, drones, módulos habitacionais e até um reator nuclear na Lua.
- Fase um, até 2028, foca em abrir acesso seguro à superfície e testar tecnologias na Terra antes de enviar cargas à Lua, com cerca de 25 voos e investimento de US$ 10 bilhões.
- Fase dois, de 2029 a 2032, instala estruturas permanentes, veículos como rover pressurizado em parceria com a JAXA, maior armazenamento de energia e teste de um sistema nuclear na Lua, com 27 voos adicionais.
- Fase três, de 2032 a 2036, busca presença humana quase contínua, com 29 voos e mais de US$ 10 bilhões, ampliando habitação, logística, energia e meios de transporte na superfície lunar.
Em 2024, a Nasa apresentou o plano Ignition para estabelecer uma base humana na Lua até 2036, com foco em continuidade de presença, transporte, energia e habitação. O polo sul lunar foi definido como localização inicial, visando gelo e recursos para combustível. A iniciativa envolve mais de 80 voos, 10 veículos especializados, drones, módulos habitacionais e até um reator nuclear, com investimento acima de 30 bilhões de dólares.
O projeto prevê que a base lunar funcione como um entreposto estratégico para futuras missões a Marte, além de servir de centro científico. A ideia é criar um ecossistema humano no satélite, com infraestrutura de apoio, comunicação e logística integrada, alinhada aos objetivos da Artemis.
A implementação ocorrerá em três fases, com prazos entre 2028 e 2036. Até lá, a Artemis continua com suas etapas, incluindo o retorno à superfície lunar previsto para 2028.
Fase 1
A fase 1, em curso até 2028, visa viabilizar acesso seguro à superfície lunar e testar tecnologias. O investimento estimado é de 10 bilhões de dólares e envolvem 25 voos para levar cargas e robôs.
Entre os sistemas previstos estão drones Moonfall para mapeamento, satélites de observação para comunicação, o sistema de pouso humano, o veículo VIPER para localizar água e recursos, os Lunar Terrain Vehicles e unidades de aquecimento por radioisótopos.
A meta é realizar, ainda nesta etapa, pelo menos uma missão tripulada, com estruturas inicialmente desenvolvidas na Terra e enviadas à Lua para validação.
Fase 2
Prevista para iniciar em 2029, a fase 2 instala as primeiras estruturas operacionais permanentes e deve se estender até 2032, com 27 voos adicionais e investimento de cerca de 10 bilhões de dólares.
Missões tripuladas devem ocorrer semestralmente. O rover pressurizado, em parceria com a JAXA, funcionará como habitat móvel para deslocamentos mais amplos na superfície.
O plano inclui armazenamento e distribuição de energia mais robustos, estações de comunicação aprimoradas e robôs voltados para carga, logística e escavação, além do teste de um sistema nuclear na Lua para manter operação na ausência de sol.
Fase 3
A fase final começa em 2032 e vai até 2036, com o objetivo de estabelecer presença humana quase contínua na Lua. Envolve 29 voos, investimentos superiores a 10 bilhões de dólares e expansão de módulos habitacionais.
A base evolui para um sistema operacional mais complexo, com instalações habitacionais espalhadas, logística avançada, geração de energia e novos meios de transporte na superfície lunar.
As autoridades da Nasa afirmam que a conclusão depende de avanços tecnológicos, parcerias internacionais e financiamento estável, com resultados esperados a partir de 2036.
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