- Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine afirma que adultos precisam de entre 9 e 10 horas semanais de atividades moderadas a vigorosas para reduzir significativamente o risco de AVC e infarto (aproximadamente 560 a 610 minutos por semana).
- Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde mantém a orientação de ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada, que já traz benefícios relevantes à saúde cardiovascular.
- A análise, que usou dados de acelerômetros de cerca de 17 mil participantes do UK Biobank, aponta que quem atinge 560 a 610 minutos semanais tem redução de cerca de 30% no risco de AVC ou ataque cardíaco.
- A intensidade de exercício é individual: o que para uma pessoa é esforço moderado pode ser vigoroso para outra; atividades cotidianas podem entrar na conta.
- O estudo reconhece limitações, como coleta de dados em apenas uma semana, e ressalta que qualquer aumento no movimento já traz ganhos à saúde, sem transformar a prática em competição.
A pesquisa publicada nesta terça-feira no British Journal of Sports Medicine questiona a quantidade ideal de atividade física para reduzir o risco de AVC e infarto. O estudo aponta que adultos teriam maior benefício com 9 a 10 horas semanais de exercícios moderados a vigorosos, o que supera as recomendações atuais.
Os autores analisaram dados de acelerômetros coletados por uma semana em cerca de 17 mil participantes do UK Biobank, base de saúde pública. O objetivo foi medir com precisão o volume e a intensidade das atividades do dia a dia.
Quem participou
A amostra envolveu adultos de diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento, acompanhados para avaliar incidência de eventos cardíacos ao longo do tempo.
Quando e onde
A divulgação ocorreu em 19 de maio de 2026, com dados extraídos de um conjunto internacional de pesquisadores ligado ao UK Biobank. A revista publicou os resultados de forma antecipada online.
Resultados principais
Pessoas com 560 a 610 minutos semanais de atividade moderada a intensa apresentaram cerca de 30% de redução no risco combinado de AVC ou infarto. Esse patamar equivale a cerca de 10 horas semanais de exercício.
Perspectivas e limitações
Os autores destacam que quem tem menor condicionamento pode precisar de até 50 minutos a mais por semana para chegar aos mesmos benefícios. A OMS recomenda 150 minutos semanais, e esse nível já reduz riscos de forma relevante, segundo o estudo.
Intensidade e atividades cotidianas
A intensidade varia entre indivíduos: uma caminhada pode ser moderada para uns e vigorosa para outros. Movimentos do dia a dia, como jardinagem ou esportes recreativos, também contam como atividade física quando elevam a frequência cardíaca ou o suor.
Limitações apontadas
Especialistas citados pela Scientific American apontam que a coleta de dados durante apenas uma semana é uma limitação. Genética, metabolismo e histórico de saúde também influenciam os resultados, que não podem ser generalizados.
Conclusões práticas
Embora volumes maiores de exercício possam ampliar a proteção cardiovascular, a orientação é manter o sedentarismo afastado e incorporar atividades físicas de forma regular. O estudo reforça que qualquer movimento já traz benefícios.
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