- A Organização Mundial da Saúde confirmou um novo caso de hantavírus na Holanda, entre um tripulante do navio MV Hondius, que desembarcou em Tenerife e permanece em quarentena.
- Com isso, sobe para doze o total de infectados que estiveram a bordo, dos quais três morreram.
- O paciente holandês foi o primeiro a testar positivo para a cepa Andes, a única variante conhecida de hantavírus transmitida entre pessoas.
- Os 25 membros da tripulação, desembarcados em Roterdã na última segunda-feira, seguem em quarentena, junto com dois profissionais de saúde que supervisionavam a situação.
- O navio MV Hondius deixou a Argentina em 1º de abril, com cerca de 150 pessoas a bordo; os passageiros foram transferidos para seus países após as mortes.
A Organização Mundial da Saúde confirmou um novo caso de hantavírus na Holanda. Um trabalhador do navio de cruzeiro MV Hondius, desembarcado em Tenerife e mantido em quarentena, está infectado. A confirmação eleva para 12 o total de infectados já a bordo, com três mortes.
O paciente holandês testou positivo para a cepa Andes, a única variante conhecida com transmissão entre pessoas. Ele foi internado por precaução e permanece isolado, segundo autoridades holandesas.
A OMS informou que o tripulante desembarcou em Tenerife, foi repatriado e permanece em quarentena. Tedros Adhanom Ghebreyesus ressaltou a necessidade de monitoramento rigoroso de passageiros e de cautela durante o período de isolamento.
A nova infecção ocorreu 12 dias após o desembarque dos passageiros do cruzeiro, que começou em 10 de maio. A primeira morte a bordo ocorreu em 11 de abril, quando o navio ainda estava no Atlântico.
Ao todo, 25 membros da tripulação só deixaram o MV Hondius na segunda-feira (18/05), em Roterdã. Eles permanecem em quarentena, assim como dois profissionais de saúde que acompanham a situação sanitária.
Contexto do surto
O MV Hondius partiu da Argentina em 1º de abril, com cerca de 150 pessoas de 23 países a bordo. Em decorrência das mortes, o navio ficou à deriva por dias até atracar nas Ilhas Canárias.
Pacientes passaram a retornar aos seus países de residência após transferências. Um casal holandês, que adoeceram primeiro, tinha visitado a América do Sul antes de embarcar em Ushuaia, na Argentina.
Sobre o hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores ou por seus resíduos. Transmissões entre humanos são raras. O diagnóstico é dificultado pelo longo período de incubação, que pode chegar a oito semanas.
Os sintomas iniciais costumam lembrar gripe. Existem duas síndromes associadas: SPH, na América, e FHSR, mais comum na Europa e na Ásia. A OMS estima mortalidade de 40% a 50% na SPH.
Não há tratamento específico para a doença. O atendimento precoce pode aumentar as chances de sobrevivência.
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