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Ozempic e Wegovy podem reduzir desejo por álcool e tabaco, dizem pesquisas

Remédios GLP-1 podem reduzir desejo por álcool e fumar, mas evidência em humanos é inicial e ainda não é tratamento oficial

Ozempic pode reduzir a vontade de beber ou fumar
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  • Estudos sugerem que medicamentos como Ozempic e Wegovy, da classe GLP‑1, podem reduzir a vontade de beber álcool, fumar e repetir impulsos.
  • A hipótese é que esses fármacos atuem em áreas do cérebro ligadas ao prazer, recompensa e compulsão, diminuindo estímulos ligados ao consumo.
  • Em animais, resultados foram promissores, com redução do consumo de álcool e menor busca por drogas; em humanos, pesquisas são iniciais e com amostras pequenas.
  • Ainda não há evidência suficiente para usar esses medicamentos como tratamento oficial para dependência química; mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico também influenciam.
  • A revisão sobre o tema foi publicada na British Journal of Pharmacology, sinalizando uma nova linha de pesquisa com necessidade de mais estudos para confirmar efeitos e segurança.

O Ozempic e o Wegovy têm sido usados para emagrecimento e controle do diabetes, mas relatos de pacientes sugerem efeito adicional: menor desejo por álcool, cigarro e certos impulsos. Pesquisadores passaram a investigar se esses GLP-1 podem atuar em áreas cerebrais ligadas ao vício.

A hipótese é que medicamentos da classe GLP-1 atuem em regiões do cérebro que regulam prazer e recompensa, diminuindo estímulos ao consumo de álcool, nicotina e outras substâncias. Estudos visam entender se isso reduz compulsões e recaídas.

Resultados em animais mostraram queda no consumo de álcool e menor procura por drogas, além de menor chance de recaídas. Em humanos, as evidências ainda são iniciais, vindas de pequenos testes clínicos com sinais promissores.

Especialistas destacam que relatos de prática clínica não equivalem a comprovação científica. Mudanças no estilo de vida, perda de peso e acompanhamento médico podem influenciar comportamentos.

O cenário atual indica que não há evidence suficiente para indicar uso desses remédios como tratamento oficial para dependências. Faltam dados sobre quais pacientes poderiam se beneficiar, efeitos de uso prolongado e riscos em indivíduos com dependência química.

A pesquisa permanece em estágio inicial, mas abriu uma linha de investigação relevante. A revisão publicada na British Journal of Pharmacology resume o gap entre descobertas animais e aplicações clínicas em humanos.

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