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Remédio da Eli Lilly reduz 28% do peso, aguardando aprovação regulatória

Retatrutida reduz cerca de 28% do peso em 80 semanas, em estudo de obesidade; Lilly aguarda aprovação regulatória e possível lançamento em 2027

Prédio da Eli Lilly em San Diego, California
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  • A Eli Lilly informou que a retatrutida, em estudo de fase 3 com obesos sem diabetes, resultou em perda média de 28,3% do peso ao longo de 80 semanas com dose de 12 miligramas.
  • A empresa avalia buscar aprovação regulatória e prevê lançamento do medicamento em 2027.
  • Os resultados são vistos como competitivos frente à cirurgia bariátrica, ampliando o potencial no mercado de tratamentos para obesidade.
  • Em termos de segurança, a disestesia ocorreu em 12,5% dos pacientes na dose de 12 mg; cerca de 11% interromperam o tratamento por eventos adversos.
  • Pacientes que mantiveram o tratamento por dois anos perderam pouco mais de 30% do peso em média, com o perfil de efeitos colaterais similar ao de outros remédios da classe GLP-1.

A Eli Lilly informou nesta quinta-feira que a retatrutida, medicamento experimental contra obesidade, ajudou pacientes a perder mais de 28% do peso ao longo de um ano e meio. O estudo foi conduzido com pacientes obesos sem diabetes.

Os resultados ficaram alinhados às expectativas de investidores, com potencial de ampliar o portfólio da empresa no mercado de tratamentos para obesidade. A companhia pode buscar aprovação regulatória e lançar a droga em 2027.

Analistas já tinham considerado preocupações com efeitos colaterais, como a disestesia, sensação anormal na pele. Novos dados mostraram redução na incidência desses efeitos entre os participantes.

Resultados do Estudo

Em fase 3, pacientes obesos sem diabetes que receberam 12 mg da retatrutida perderam, em média, 28,3% do peso em 80 semanas. Mais de 45% atingiram pelo menos 30% de perda de peso.

A comparação com cirurgias bariátricas foi citada pela empresa como referência de eficácia. A maior parte dos participantes manteve a redução de peso ao longo do acompanhamento.

Segurança e Perspectivas

O perfil de segurança foi considerado compatível com a classe GLP-1, segundo o presidente de saúde cardiometabólica. Casos de disestesia foram observados, mas em menor frequência que em dados anteriores.

A dosagem máxima associou interrupção de tratamento em cerca de 11% dos pacientes por eventos adversos. A Lilly também mencionou benefícios adicionais, como redução de peso sustentada em longo prazo.

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