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Suíça investe em bateria subterrânea capaz de liberar 1,2 GW em milissegundos

Suíça investe em bateria subterrânea gigante capaz de liberar 1,2 GW em milissegundos, com centro tecnológico e conectividade às redes europeias

Foto: Pexels/Julien Goettelmann
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  • Em Laufenburg, na Suíça, está prevista uma bateria subterrânea gigante capaz de liberar até 1,2 GW em milissegundos e armazenar mais de 2,1 gigawatts-hora para uso em momentos de alta demanda ou instabilidade.
  • O sistema usa baterias de fluxo redox, com energia armazenada em líquidos mantidos em reservatórios separados e convertidos em eletricidade por módulos eletroquímicos.
  • A estrutura principal fica 27 metros abaixo do solo, em uma área escavada dedicadamente, e o projeto inclui um centro tecnológico de 20 mil metros quadrados com laboratórios, escritórios e centro de dados com IA.
  • A iniciativa busca estabilidade rápida da rede europeia, integração de fontes renováveis e melhoria da segurança, com líquidos menos inflamáveis em comparação a algumas tecnologias convencionais.
  • O investimento privado é estimado entre 1 bilhão e 5 bilhões de francos suíços, com funcionamento previsto até o fim da década; o polo tecnológico criará cerca de 300 empregos e reutilizará calor de servidores para aquecimento regional.

A Suíça investirá bilhões em uma bateria subterrânea em Laufenburg, no norte do país, para armazenar energia e liberar até 1,2 GW em milissegundos. O projeto busca estabilidade na rede frente ao aumento de renováveis.

O espaço principal foi escavado abaixo da cidade, com cerca de 27 metros de profundidade, para receber o conjunto de armazenamento e infraestrutura. O site integra ainda um centro tecnológico de 20 mil m² com laboratórios e data center.

A iniciativa é liderada pela empresa FlexBase, que aposta em Laufenburg como ponto estratégico para conectar redes elétricas europeias e ampliar a interoperabilidade com Swissgrid, a operadora da rede suíça.

Tecnologia e capacidade

O sistema utilizará baterias de fluxo redox, que armazenam energia em líquidos mantidos em reservatórios separados. A conversão ocorre por módulos eletroquímicos, gerando eletricidade quando necessário.

Especialistas destacam a durabilidade e a possibilidade de ampliar a capacidade sem grandes mudanças estruturais. Os líquidos usados são menos inflamáveis que algumas tecnologias convencionais, aumentando a segurança em instalações subterrâneas.

Cronograma e impacto

A estrutura é prevista para entrar em operação até o fim da década, com investimentos estimados entre 1 bilhão e 5 bilhões de francos, financiados pela iniciativa privada. O polo tecnológico deverá gerar cerca de 300 empregos locais.

Além disso, o projeto prevê reaproveitar calor residual dos servidores para aquecimento regional, evitando até 75 mil toneladas de CO₂ em 30 anos. A capacidade de resposta rápida ajuda a compensar oscilações de solar e eólica ao longo do dia.

Contexto e relevância

A iniciativa surge em meio à crescente demanda por armazenamento estável diante do crescimento de energias renováveis na Europa. Laufenburg já funciona como ponto-chave de conexão entre redes de diferentes países, fortalecendo a integração regional.

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