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Transição energética segue longe da meta de 1,5 °C, aponta IRENA

IRENA alerta que o ritmo da transição energética não atinge a meta de 1,5 °C; eletrificação com renováveis e investimentos em redes são essenciais

O relatório aponta que cerca de 2.500 gigawatts de energia eólica e solar aguardam conexão às redes (Alexandros Maragos/Getty Images)
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  • O relatório da IRENA aponta que o ritmo atual da transição energética não é suficiente para manter a meta de 1,5 °C.
  • Mesmo com metas de triplicar a capacidade de energia renovável e dobrar a eficiência até 2030, não basta para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
  • A eletricidade deve crescer de 23% para 35% do consumo final global até 2035 e chegar a mais de 50% em 2050; os combustíveis fósseis devem cair de 80% para cerca de 50% em 2035 e 20% em 2050.
  • Cerca de 2.500 gigawatts de energia eólica e solar aguardam conexão às redes, indicando gargalo na infraestrutura; os investimentos em redes precisam subir de US$ 500 bilhões para cerca de US$ 1,2 trilhão por ano.
  • A eletrificação com renováveis reduz emissões, aumenta a segurança energética e reforça a competitividade, defendem La Camera e a IRENA, defendendo uma meta global de eletrificação para 2035 acompanhada de metas para redes e flexibilidade.

O ritmo atual da transição energética não está apto a manter a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, aponta um relatório da IRENA. O estudo é apresentado em parceria com a presidência da COP30 e traz um diagnóstico cauteloso sobre o avanço das renováveis. Apesar da expansão da eletrificação, o caminho exige ajustes estruturais.

Segundo a IRENA, metas como triplicar a capacidade de energia renovável e dobrar a eficiência até 2030 são fundamentais, mas não bastam para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O cenário projeta crescimento da eletricidade proveniente de fontes limpas e queda do uso de fósseis ao longo do tempo.

O levantamento aponta que cerca de 2.500 gigawatts de energia eólica e solar ainda aguardam conexão às redes, o que configura um gargalo de infraestrutura. Para superar o desafio, o investimento em redes precisará mais que dobrar, alcançando aproximadamente 1,2 trilhão de dólares por ano.

Eletrificação, redes e custos

A projeção indica elevação da participação elétrica no consumo final global, de 23% hoje para 35% em 2035 e mais de 50% em 2050. Em contrapartida, os combustíveis fósseis devem cair de 80% para cerca de 50% em 2035 e 20% em 2050.

A eletrificação apoiada por renováveis é apresentada como estratégia de redução de emissões, melhoria da segurança energética e estímulo à competitividade industrial, com redes mais robustas e maior eficiência energética.

Desafios de suprimento e estratégias

Além das redes, são necessários avanços em cadeias de suprimento de hidrogênio e em combustíveis alternativos, bem como a eletrificação de usos finais como transporte, edifícios e processos industriais. A velocidade da transição dependerá da rapidez com que as economias adotarem a eletrificação.

Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA, aponta que o roteiro revisado envolve uma meta global de eletrificação para 2035, acompanhada de metas para redes e flexibilidade do sistema. Ele enfatiza que a eletrificação com renováveis atende a múltiplos objetivos políticos sem arrependimentos.

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