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Capitão de navio abandona embarcação durante surto de hantavírus

Capitão do cruzeiro MV Hondius desembarca após surto de hantavírus; OMS confirma 12 casos e três mortes, todos em quarentena

A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS)
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  • O capitão Jan Dobrogowski deixou o navio de cruzeiro MV Hondius neste sábado, após o desembarque completo de passageiros e tripulação.
  • A OMS confirmou que ele permanece sem sintomas de hantavírus.
  • Até o momento, são doze casos registrados e três mortes associadas ao surto a bordo. Não houve novas mortes desde o dia dois de maio.
  • Todos os passageiros e a tripulação estão em quarentena e sob vigilância médica para atendimento, se necessário.
  • A OMS aponta que a hipótese principal é que o primeiro caso tenha ocorrido fora do navio, com transmissão subsequente entre pessoas a bordo; pode haver mais casos nas próximas semanas.

Após o desembarque completo de passageiros e tripulação, o capitão do navio de cruzeiro MV Hondius deixou a embarcação neste sábado (23). A confirmação foi feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A navegação ocorreu sob vigilância até a saída do comandante Jan Dobrogowski, que não apresentou sintomas.

Até o momento, a OMS contabilizou 12 casos de hantavírus a bordo, com três mortes. Não houve novas mortes registradas desde 2 de maio. Todos os passageiros e a tripulação permanecem em quarentena, com monitoramento para atendimento médico se necessário.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou a cooperação recebida e reconheceu a liderança de Dobrogowski durante a crise. Não houve informações adicionais sobre planos de retorno do navio às viagens programadas.

Entenda

A OMS aponta como hipótese principal que o primeiro caso tenha sido contraído antes do embarque, em terra. Evidências preliminares sugerem transmissão de pessoa para pessoa a bordo, com sequências genéticas de casos próximos entre si.

Em 12 de maio, o OMS afirmou não haver sinais de surto maior. O organismo ressalva que, dada a incubação longa do hantavírus, novos casos podem surgir nas semanas seguintes.

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