- O laboratório flutuante Fridtjof Nansen, da Noruega, foi redirecionado às águas do Sri Lanka devido à instabilidade no Oeste da Ásia, após cancelamento de uma missão prevista para Omã.
- A missão de 32 dias, liderada pela rede internacional Nansen Program em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ocorreu na Zona Econômica Exclusiva do Sri Lanka.
- Foram mapeados mais de 800 organismos marinhos, com cerca de 125 espécies provavelmente registradas pela primeira vez nas águas do Sri Lanka, e estimativas indicam que entre cinco e dez podem ser completamente novas para a ciência.
- O estudo também ampliou a capacidade local, envolvendo 16 cientistas de Sri Lanka, que puderam trabalhar a bordo e aprender técnicas como levantamento hidroacústico e redes de arrasto.
- Os resultados ajudam no manejo pesqueiro baseado em evidências, conservação marinha e cumprimento de compromissos internacionais do Sri Lanka sobre biodiversidade marinha e exportação de frutos do mar.
The navio norueguês Fridtjof Nansen, flagado pela ONU, foi redirecionado às águas do Sri Lanka após a suspensão de uma missão prevista para Omã, devido a questões de segurança no Oeste Asiático. A operação ocorreu num contexto de instabilidade geopolítica, que abriu espaço para um estudo científico no país.
A missão, parte do Programa Nansen, envolveu parcerias entre NARA e instituições sri Lankanas, com apoio do Institute of Marine Research (IMR) da Noruega. A embarcação permaneceu 32 dias levantando dados sobre ecossistemas marinhos, estoques pesqueiros, biodiversidade e condições oceânicas.
Os cientistas documentaram cerca de 800 espécies durante o estúdio nos seus limites da Zona Econômica Exclusiva. Entre elas, 125 podem ser registros inexplorados no Sri Lanka; estima-se que 5 a 10 sejam potenciais novidades científicas.
Avanços e capacidades locais
A expedição proporcionou treinamento direto a 16 pesquisadores sri Lankanos em técnicas de hidroacústica, glebas de arrasto e amostragem oceânica, fortalecendo a capacidade técnica local.
Os resultados, ainda em análise, reforçam a importância de monitoramento contínuo para gestão pesqueira baseada em evidências e para políticas de conservação marinha no país.
A DFAR e autoridades ligadas destacam o papel da pesquisa para a sustentabilidade de livelihoods pesqueiros que dependem do oceano ao longo do tempo, especialmente diante de mudanças climáticas e pressões sobre estoques.
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