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Cosmonauta considerado último cidadão soviético permanece no espaço há 35 anos

Krikalev, cosmonauta que ficou no espaço durante o colapso da União Soviética, retornou após 312 dias, tornando-se o “último cidadão soviético”

Vários marcos da corrida espacial foram alcançados no cosmódromo de Baikonur
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  • Em maio de 1991, o cosmonauta Sergei Krikalev partiu para uma missão de cinco meses na estação Mir, na Soyuz TM-12, acompanhado por Helen Sharman e Anatoly Artsebarsky.
  • Enquanto ele estava no espaço, a União Soviética começou a se desintegrar, levando Krikalev a permanecer no espaço por mais de dez meses.
  • O desfecho político transformou a missão: Krikalev acabou conhecido como “o último cidadão soviético” por ter ficado no espaço quando o país deixou de existir.
  • Ele retornou à Terra em 25 de março de 1992, após passar 312 dias no espaço e realizar cerca de cinco mil órbitas ao redor da Terra.
  • Krikalev seguiu carreira na exploração espacial, participou da primeira tripulação da ISS em 2000 e hoje atua como diretor de missões tripuladas da Roscosmos.

O cosmonauta Sergei Krikalev ficou no espaço por mais tempo do que o planejado quando a missão começou em maio de 1991. Partiu do cosmódromo de Baikonur a bordo da Soyuz TM-12 para uma missão de cinco meses na estação Mir. A tripulação incluía Helen Sharman e Anatoly Artsebarsky.

Enquanto Krikalev orbitava a Terra, a União Soviética entrava em processo de dissolução. O atraso político fez com que, por meses, o retorno normal não fosse possível. Krikalev permaneceu na Mir, sem substituto imediato, enquanto o país passava por mudanças históricas.

Contexto histórico

O lançamento ocorreu em Baikonur, no Cazaquistão, a mesma base que marcou a liderança espacial da era soviética. A missão visava reparos e melhorias na Mir, mas o colapso da URSS transformou o que era rotina em uma situação atípica para o cosmonauta.

Em março de 1992, Krikalev e Alexander Volkov retornaram à Terra, após 312 dias no espaço e mais de 5 mil órbitas ao redor do planeta. Ao retornar, ele foi descrito como extremamente pálido e debilitado, recebendo apoio de equipes no solo. O episódio ficou conhecido como o de “último cidadão soviético”.

Posteriormente, Krikalev integrou a primeira tripulação da ISS, em 2000, e a Mir foi desativada em 2001. Hoje, ele ocupa o cargo de diretor de missões tripuladas da Roscosmos.

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