- Tocantins registra aumento expressivo de dengue de janeiro a maio, com mais de 15 mil casos e seis mortes, sendo que Goiás já concentra a maior incidência do país.
- O Brasil, no mesmo período, registrou queda nas notificações, passando de mais de um milhão para pouco mais de 300 mil.
- Especialistas apontam circulação simultânea de diferentes sorotipos do vírus como fator para o avanço de casos graves.
- O Ministério da Saúde recomendou mutirão de vacinação para 15 a 59 anos nos municípios mais atingidos; em Araguaína, com cerca de cinco mil casos e cinco das seis mortes, apenas 33% do público-alvo tomou a vacina no período regular.
- Secretarias de saúde de Goiás e Tocantins afirmam realizar mutirões, campanhas de conscientização e investir em tecnologia e capacitação das equipes; quase metade dos registros está em 17 cidades tocantinenses.
Dengue avança pelo Tocantins, com alta incidência de diferentes sorotipos do vírus e resistência à imunização em municípios mais afetados. Goiás também registra crescimento expressivo de casos, marcando uma conjuntura de atenção estadual. Número de notificações no país cai, enquanto o Tocantins registra aumento acentuado.
No Tocantins, a circulação de diversos tipos do vírus é apontada por especialistas como um fator para o aumento de casos graves. Em Araguaína, mototaxista com dengue grave chegou a uma unidade de pronto atendimento com hemorragia; ele está entre as seis mortes registradas no estado no ano.
Situação por estado e cenário epidemiológico
De janeiro a maio, o Tocantins soma mais de 15 mil casos de dengue, frente a 1.500 no mesmo período de 2023. No Brasil, as notificações caíram de mais de um milhão para pouco mais de 300 mil no mesmo intervalo. Goiás apresenta taxa de incidência superior a 1.000 casos por 100 mil habitantes.
Especialistas explicam que a circulação simultânea de diferentes sorotipos pode elevar o risco de dengue grave. Eder Gatti, diretor de imunização do Ministério da Saúde, afirma que a região requer medidas adicionais de vigilância e controle.
Ações de saúde e mutirões de vacinação
O Ministério da Saúde recomenda mutirão de vacinação com faixa ampliada entre 15 e 59 anos nos municípios mais atingidos. O objetivo é reduzir transmissão e casos graves. O mutirão, iniciado para terminar em 2 de maio, teve esclarecimentos de baixa procura e foi prorrogado.
Em Araguaína, onde se concentra cerca de 5 mil casos e cinco das seis mortes do estado, apenas 33% do público-alvo tomou a vacina no período regular. Secretarias de saúde de Goiás e Tocantins atuam com mutirões, campanhas de conscientização e investimentos em tecnologia e capacitação de equipes.
Perspectivas e recomendações locais
Especialistas destacam que aumentar a cobertura vacinal pode gerar efeitos indiretos importantes para a comunidade. A dona de casa Jaqueline Corrêa Alves, que teve dengue grave, reforça a necessidade de ações preventivas no ambiente doméstico e na vizinhança.
Gatti ressalta que a imunização em grande escala pode reduzir a transmissão e a gravidade dos casos. As autoridades de saúde continuam monitorando a evolução da dengue e articulando medidas de controle de vetor.
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