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Doenças cardíacas representam 41% das mortes entre pessoas com obesidade

Doenças cardíacas respondem por 41,4% das mortes entre pessoas com obesidade, indicando urgência de manejo clínico e acompanhamento multiprofissional

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas
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  • A SOCERGS aponta que 41,4% das mortes de pessoas com obesidade são causadas por doenças cardiovasculares.
  • Em obesos, o ganho de IMC acelera a aterosclerose, aumentando infartos, AVCs, tromboembolismo, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e morte súbita.
  • A obesidade é tratada como doença crônica inflamatória que compromete o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.
  • A perda de peso traz benefícios proporcionais: reduções moderadas já protegem o coração, com melhora de triglicerídeos, pressão arterial e glicemia.
  • Em obesidade severa com diabetes tipo dois, terapias medicamentosas e cirurgia bariátrica reduzem eventos cardíacos graves e mortalidade a longo prazo.

A Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS) divulgou um alerta com dados recentes: em pessoas obesas, as doenças cardiovasculares respondem por 41,4% das mortes. O estudo reúne informações de pacientes com excesso de peso e aponta o peso como principal vetor de falhas nos vasos e no coração.

O ganho de peso acelera a aterosclerose e aumenta riscos de infarto, AVC, tromboembolismo, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e morte súbita. O endocrinologista Dr. Marcello Bertoluci afirma que a obesidade altera o funcionamento do organismo e sobrecarrega o coração, exigindo tratamento médico personalizado.

A SOCERGS destaca que a perda de peso traz benefícios proporcionais e cumulativos. Reduções moderadas já reduzem triglicerídeos, melhoram a pressão arterial e o controle glicêmico. Em obesidade severa com diabetes tipo 2, terapias médicas e cirurgia bariátrica reduzem eventos cardíacos.

Caminhos para reduzir riscos

Pesquisas apontam que intervenções médicas personalizadas têm efeito positivo a longo prazo. Pequenas quedas no peso geram proteção imediata e fortalecem a saúde cardiovascular.

Tratamentos avançados, quando indicados, associam medicamentos específicos e cirurgia bariátrica. Em estudos de longo prazo, esses recursos reduziram a ocorrência de eventos graves e a mortalidade geral.

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