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El Niño: cientistas monitoram risco de fenômeno climático intenso em 2026

Centros meteorológicos monitoram risco de El Niño intenso entre 2026 e 2027, com probabilidade acima de oitenta por cento, segundo a NOAA

Verão no Brasil teve influência do fenômeno El Niño.
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  • Centros meteorológicos estão em alerta pelo possível retorno do El Niño em 2026, com mais de 80% de probabilidade segundo a NOAA, e projeções europeias indicando aquecimento intenso do Pacífico.
  • O fenômeno ocorre pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e impactando chuvas, temperatura e ventos em várias regiões, incluindo o Brasil.
  • A intensidade é medida pela temperatura do oceano; eventos muito fortes costumam ter o Pacífico Equatorial pelo menos 2°C acima da média por meses, como nos episódios de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.
  • A incerteza é maior entre março e maio devido à “barreira de previsibilidade”, quando oceano e atmosfera passam por transições rápidas; para um El Niño muito forte, é necessário que a atmosfera também responda ao aquecimento.
  • No Brasil, impactos históricos incluem mais chuvas no Sul, menos precipitação no Norte e Nordeste, ondas de calor e efeitos econômicos, como prejuízos agrícolas, pressão sobre preços de alimentos e aumento no custo da energia elétrica.

O retorno do El Niño pode ocorrer entre 2026 e 2027, segundo modelos climáticos. A NOAA, agência climática dos EUA, aponta mais de 80% de chance de desenvolvimento nos próximos meses. Projeções europeias indicam possível aquecimento intenso do Pacífico.

A intensidade do fenômeno é medida pela elevação da temperatura da água. Eventos muito fortes superam 2°C acima da média histórica por meses seguidos, como ocorreu em 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Ainda não há confirmação sobre o regime de 2026.

Especialistas destacam que previsões entre março e maio apresentam maior incerteza, pela chamada barreira de previsibilidade. Para um El Niño muito forte, é preciso que a atmosfera varie na mesma direção do aquecimento oceânico.

No Brasil, impactos históricos incluem mais chuva no Sul e redução no Norte e Nordeste, além de ondas de calor. Condições podem afetar a agricultura, preços de alimentos e custos de energia, com maior uso de usinas térmicas.

Probabilidade e impactos globais

As autoridades ressaltam que ainda há margem para mudança na intensidade. A confirmação depende da resposta atmosférica ao aquecimento oceânico e de observações contínuas em várias regiões do Pacífico.

Variações regionais e encaminhamentos

Pesquisadores continuam monitorando padrões de chuva, temperatura e vento. Com informações atualizadas, governos podem planejar medidas de adaptação e gestão de recursos, priorizando setores mais vulneráveis.

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