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Estudo com 90 mil revela impactos do Ozempic na saúde

Estudo com 90 mil pacientes mostra que maior perda de peso com GLP-1 reduz riscos de osteoartrite, doença renal, apneia do sono e insuficiência cardíaca

Estudo mostra benefícios do Ozempic na saúde. (Foto: Moderngolf via Canva)
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  • Estudo com quase 90 mil pacientes analisou o uso de GLP‑1 (Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro) e mostrou que maior perda de peso está ligada a menor risco de doenças associadas à obesidade.
  • Dados reais do período de 2021 a 2024 mostraram perfil dos participantes: idade média de 57 anos, IMC médio de 34,7 kg/m² e cerca de 61% com diabetes tipo 2; metade interrompeu o tratamento em até um ano.
  • No primeiro ano, quem perdeu mais de 15% do IMC teve menor risco de osteoartrite (-37%), doença renal crônica (-30%), apneia do sono (-69%) e insuficiência cardíaca (-32%).
  • Quem ganhou peso após iniciar o tratamento teve aumento de risco em comparação com quem perdeu menos de 5% do IMC: osteoartrite (+10%), doença renal crônica (+14%), apneia do sono (+22%) e insuficiência cardíaca (+69%).
  • Em resumo, o impacto dos GLP‑1 depende da quantidade de peso perdido ao longo do tempo, e a interrupção do tratamento pode influenciar negativamente os desfechos.

A perda de peso alcançada com medicamentos como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro está associada a mudanças importantes na saúde a longo prazo. Um grande estudo apresentado no ECO 2026 analisou dados de quase 90 mil pacientes e mostrou que quanto maior a redução de peso, menores os riscos de doenças ligadas à obesidade.

A pesquisa, conduzida sob a liderança do professor John Wilding, da Universidade de Liverpool, avalia o uso de GLP-1, classe que revolucionou o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Os dados são de situações reais de uso, com adesão variável ao tratamento.

O estudo utilizou um vasto banco de dados de saúde dos Estados Unidos, acompanhando pacientes que iniciaram o tratamento entre 2021 e 2024. Participantes tinham idade média de 57 anos, IMC médio de 34,7 kg/m² e cerca de 61% tinham diabetes tipo 2. Cerca de metade interrompeu o tratamento em até um ano.

Dados reais sobre o uso de GLP-1

Durante o primeiro ano, os participantes foram classificados conforme a mudança no IMC. Quase 27% perderam menos de 5%, 22,4% entre 5% e 10%, 14,1% entre 10% e 15% e 15,8% acima de 15%. Outros 20,8% ganharam peso.

Comparados aos que perderam pouco peso, os que reduziram o IMC em mais de 15% tiveram 37% menos risco de osteoartrite e 30% menos risco de doença renal crônica. Além disso, houve 69% redução no risco de apneia do sono e 32% menos risco de insuficiência cardíaca.

Variação de peso e desfechos de saúde

O estudo também mostrou o outro lado da equação: pacientes que ganharam peso após iniciar o tratamento apresentaram aumento de riscos em relação ao grupo que perdeu menos de 5%. Osteoartrite subiu 10%, doença renal crônica 14% e apneia do sono 22%.

A piora nos desfechos foi mais significativa para apneia do sono e insuficiência cardíaca, com aumentos estatisticamente relevantes. Os resultados reforçam que a eficácia depende da manutenção da perda de peso ao longo do tempo.

Implicações gerais

Os achados indicam que o impacto dos GLP-1 na saúde está ligado à quantidade de peso perdida ao longo do tempo. Perda maior está associada a melhor saúde geral; ganho de peso piora os desfechos; a interrupção do tratamento é comum e influencia os resultados.

Observações finais sobre obesidade e tratamento

Semaglutida e tirzepatida já são reconhecidas por favorecer o controle de peso. Este estudo amplia a compreensão ao mostrar que a redução sustentada do IMC está associada a menor risco de doenças graves em sistemas como coração, rins e sono.as

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