- O uso de medicamentos para perda de peso, como Wegovy e Mounjaro, pode mudar a percepção de beleza e levar a retratos com “GLP-‑1 face” na arte futura.
- A colega Rosalind Gill diz que, apesar de a ideia ser vista com ressalvas, traços desse visual mais emagrecido podem tornar-se desejáveis, num paralelo com tendências artísticas passadas.
- O médico Michael Yafi afirmou, no Congresso Europeu de Obesidade, que o uso crescente de GLP‑1 pode influenciar como as pessoas são retratadas em obras de arte.
- Artistas podem começar a representar faces mais magras ou com perda de peso rápida, apesar de figuras com BMI alto já terem sido associadas a sinalizações de status no passado.
- Especialistas lembram que Mona Lisa é objeto de debate histórico e que a arte costuma ir além de questões de saúde, com cautela de não reduzir obras a diagnósticos.
O uso crescente de medicamentos para perda de peso, como Wegovy e Mounjaro, pode alterar a forma como a sociedade encara a beleza. Especialistas sugerem que, no futuro, rostos mais Delgados com traços marcados pela rápida perda de gordura expliquem a estética representada na arte. A discussão ganhou fôlego após apresentações em congresso europeu de obesidade.
Professora Rosalind Gill, da Goldsmiths, afirma que o chamado “GLP-1 face” já desperta interesse na indústria cultural, apesar de ser visto com ressalvas. A hipótese é que essa estética se torne um modelo cultural, refletindo mudanças no consumo de cosméticos, moda e arte.
A pesquisa citada envolve o endocrinologista Michael Yafi, da Universidade do Texas, que participou de um debate na Turquia sobre como artistas podem retratar pacientes que perderam peso rápido sob GLP-1. Segundo ele, a expressão facial tende a parecer mais cansada devido à perda de volumetria facial.
Historicamente, a arte retratou pessoas com maior Índice de Massa Corporal como símbolos de riqueza e status. A virada ocorreu na segunda metade do século XX, quando a obesidade passou a ser associada a riscos de saúde e a estética passou a favorecer figuras mais magras.
Estudos sobre a percepção de corpo e saúde ajudam médicos a tratar pacientes com mais empatia. A discussão sobre o futuro da representação estética continua dependente de tendências culturais, pesquisas e mudanças no marketing de produtos de emagrecimento.
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