Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Microplásticos detectados em águas profundas do Brasil

Estudo identifica microplásticos e POPs em sedimentos e peixes de águas profundas na Bacia de Santos (400–1.500 m), com fibras e poluentes persistentes

Áreas em que foram coletados organismos e sedimentos de profundidade, na Bacia de Santos central
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo em sedimentos, peixes e invertebrados de profundidade (400–1.500 metros) na Bacia de Santos identificou microplásticos e poluentes orgânicos persistentes.
  • Nos sedimentos foram detectados apenas PCBs; nos peixes, PCBs e PBDEs.
  • Entre os invertebrados, o pepino-do-mar Deima validum apresentou maior presença de microplásticos no sistema digestório.
  • As amostras foram coletadas em setembro e novembro de 2019 a bordo do navio oceanográfico Alpha Crucis, da USP.
  • O trabalho ressalta a origem e o impacto desses poluentes como próximos passos de pesquisa; a Bacia de Santos hoje tem cinco plataformas ativas, com seis previstas para 2027.

O estudo aponta a presença de microplásticos e poluentes orgânicos persistentes em águas profundas brasileiras. Coletas ocorreram entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos, a cerca de 140 km da costa, em sedimentos, peixes e invertebrados.

Pesquisadores do IO-USP e do Ipen analisaram PCB (bifenilas policloradas) e PBDE (éteres difenílicos polibromados) em peixes, enquanto apenas PCBs foram detectados em sedimentos. Nos invertebrados, houve foco em microplásticos.

As amostras foram extraídas em dois cruzeiros do navio Alpha Crucis, da USP, com coletas realizadas em setembro e novembro de 2019. Os ambientes estudados incluem espécies de peixes como Parasudis truculenta e Hoplostethus occidentalis, entre outras.

Entre os invertebrados analisados, a espécie Deima validum apresentou maior concentração de microplásticos no sistema digestório. Cinco fibras foram classificadas como microplásticos, com polímeros como poliamida e poliacrilonitrila identificados.

Os autores destacam que a poluição plástica pode atingir o mar profundo a partir da região costeira, com detritívoros e filtradores especialmente expostos. O estudo ressalta a importância de monitoramento contínuo desse ambiente remoto.

O trabalho integra o projeto DEEP-OCEAN, apoiado pela FAPESP, e tem orientação do LAMP do IO-USP. O objetivo é entender a distribuição, origem e impactos de POPs e microplásticos na fauna de profundidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais