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Nem tudo que separa em casa é reciclado; veja itens comuns

Baixa demanda de mercado e tecnologia cara impedem reaproveitamento de itens comuns, como isopor, filme plástico e embalagens metalizadas

Quatro colheres plásticas transparentes dispostas sobre uma toalha de mesa com padrão xadrez vermelho e branco. As colheres estão parcialmente sobrepostas, com detalhes de reflexos visíveis na superfície lisa do plástico.
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  • Nem tudo que é separado para reciclagem acaba sendo reciclado, devido ao baixo valor de mercado ou à dificuldade técnica de reaproveitamento.
  • Itens comumente separadas que não costumam ser aproveitados incluem isopor, embalagens metalizadas, copos, pratos e talheres plásticos descartáveis, garrafas PET coloridas e filme plástico.
  • Garrafas PET coloridas enfrentam menor valorização na indústria de reciclagem porque pigments não podem ser removidos, aumentando a preferência por transparentes.
  • Embalagens de filme plástico exigem grandes volumes para viabilidade econômica e costumam ter retorno financeiro baixo, o que reduz a reciclagem.
  • Cartelas de medicamentos (blisters) não devem ir para a coleta seletiva; devem ser levadas a pontos de coleta em farmácias, drogarias ou unidades de saúde, enquanto embalagens sem contato direto com o medicamento vão para coleta reciclável.

Nem tudo o que é separado para reciclagem resulta no reaproveitamento desejado. O baixo valor de mercado de parte dos resíduos e a complexidade tecnológica de alguns processos dificultam a viabilização econômica da reciclagem. O tema é destacado por especialistas e entidades do setor.

Segundo o presidente da Ancat, é preciso manter a separação do lixo, mesmo quando não há reciclagem para determinados materiais. A atuação passa também pela pressão a fabricantes de embalagens para ampliar a reciclabilidade e o desenvolvimento de tecnologias para reaproveito de resíduos mais complexos.

Especialistas apontam que conhecer os materiais menos reaproveitados ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes. Em geral, vale apostar em embalagens biodegradáveis, reutilizáveis ou com maior potencial de reúso, como garrafas PET transparentes em vez das coloridas, que têm menor demanda na cadeia de reciclagem.

Materiais que raramente são reaproveitados

Isopor tem potencial, mas poucas usinas o trabalham no Brasil. O pouco peso do material exige grandes volumes para viabilidade econômica, o que ocupa espaço nas cooperativas.

Embalagens metalizadas, como pacotes de salgadinho, café e bolacha, possuem camadas difíceis de separar, elevando o custo da reciclagem e reduzindo o aproveitamento.

Copos, pratos e talheres plásticos descartáveis costumam ter baixo valor agregado. Além disso, itens pequenos dificultam a triagem nas esteiras das cooperativas, reduzindo a taxa de recuperação.

Garrafas PET coloridas sofrem com a impossibilidade de remoção de pigmentos, tornando-as menos valorizadas que as transparentes. O resultado é menor retorno econômico para o processamento.

Filme plástico é leve e preciso reunir grandes quantidades para venda, o que aumenta a dificuldade logístca e reduz a reciclagem efetiva. O retorno financeiro costuma ser baixo.

Cartelas de medicamentos, em especial blisters, não devem ir para a coleta seletiva comum. Devem ser levadas a pontos de coleta em farmácias, drogarias ou UBSs, para destinação adequada. Em geral, embalagens que estiverem em contato direto com o medicamento seguem regras diferentes das que não entram em contato com o princípio ativo.

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