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Papa Leão XIV critica lucros vertiginosos de empresas poluidoras durante visita

Papa Leão XIV critica lucros de empresas poluidoras na Terra dos Fogos, enquanto famílias lamentam mortes por despejo de resíduos tóxicos perto de Nápoles

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  • O papa Leão XIV visitou a Terra dei Fuochi, perto de Nápoles, e criticou os lucros de empresas poluidoras, cumprimentando famílias que perderam parentes por despejo ilegal de resíduos tóxicos.
  • A passagem ocorreu na véspera do 11º aniversário da encíclica Laudato Si, de Francisco, e reforça o compromisso de continuidade da agenda ambiental do pontífice anterior.
  • O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos informou, no ano passado, que o despejo, enterro e queima de resíduos tóxicos pela máfia contribuíram para aumento de câncer e outras doenças na região, cobrindo 90 municípios e 2,9 milhões de pessoas, com a Itália recebendo dois anos para criar um banco de dados sobre os riscos à saúde.
  • O bispo local, Antonio Di Donna, estimou que 150 jovens morreram nos últimos trinta anos na cidade de cerca de 58 mil habitantes, destacando dezenas de outros locais de contaminação no país.
  • Entre as vítimas estão Maria Venturato, morta de câncer em 2016 aos 25 anos; familiares pediram ao papa que leve a situação às autoridades e busque soluções para “curar esta terra devastada pelo fogo”.

O Papa Leão XIV visitou a Terra dos Fogos, área próxima a Nápoles, na véspera do 11º aniversário da encíclica Laudato Si. A visita ocorreu em Acerra e teve como foco a poluição causada pelo despejo ilegal de resíduos tóxicos. O pontífice reuniu-se com famílias que perderam entes queridos.

Durante a passagem pelo local, o Papa ouviu relatos de moradores sobre doenças associadas à contaminação e recebeu fotografias de crianças e jovens que lutam contra o câncer. Leão XIV afirmou que veio para acolher as lágrimas das famílias afetadas pela poluição.

A Terra dos Fogos, também chamada Terra di Fuochi, já foi descrita pelo Papa Francisco como um território de degradação ambiental grave. O Papa reforçou a continuidade da agenda ecológica iniciada pelo antecessor, destacando a necessidade de responsabilização de quem polui.

Segundo decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, autoridades italianas sabiam da poluição desde 1988, atribuída à Camorra. O tribunal determinou que a Itália crie, em dois anos, um banco de dados sobre resíduos tóxicos e riscos à saúde na região de Caserta e Nápoles, que abrange cerca de 2,9 milhões de pessoas.

Contexto institucional e memória das vítimas

O bispo local destacou que estima cerca de 150 jovens mortos nos últimos 30 anos na região, sem contar adultos ou mortes em outros municípios. Ele pediu ao Papa que reforce a cobrança por ações efetivas dos órgãos competentes.

Encontro com famílias e relatos de perdas

Entre as vítimas está Maria Venturato, que faleceu em 2016 aos 25 anos. O pai dela pediu ao Papa apoio público para pressionar autoridades a agir. Outras famílias compartilharam memórias de filhos e filhas cujas vidas foram interrompidas pela contaminação.

Desvios históricos e ações futuras

A cerimônia ocorreu após um histórico de planos de visita do Papa Francisco à região, cancelados pela pandemia. O foco permanece na responsabilização de agentes envolvidos e na proteção da saúde da população local.

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