- O cânion submarino de Zhemchug, no Mar de Bering entre o Alasca e a Sibéria, tem profundidade de 2.600 metros, ainda mais profundo que o Grand Canyon em relevo vertical.
- A formação abrange área de 11.350 km² e comporta volume estimado de 5.800 km³ de água fria.
- Embora o Kroenke Canyon tenha cerca de 700 quilômetros de extensão, o Zhemchug pode ser considerado o maior desfiladeiro do mundo em profundidade vertical e área de drenagem.
- Em comparação, o Grand Canyon atinge 1.857 metros de profundidade e o Kroenke Canyon não tem profundidade especificada, mas só seu alcance linear é superior.
- A origem do cânion remonta ao último período glacial, quando o nível do mar estava 100 a 120 metros abaixo do atual; após a glaciação, correntes de turbidez escavaram suas paredes ao longo de milênios.
O cânion submarino de Zhemchug, no Mar de Bering, supera o Grand Canyon em profundidade e abriga um ecossistema abissal. Localizado entre o Alasca e a Sibéria, ele representa o maior relevo vertical já registrado no planeta, segundo levantamentos geológicos.
A fenda chega a 2.600 metros de profundidade, em oposição aos 1.857 metros do Grand Canyon. Sua área total alcança cerca de 11.350 km², com um volume estimado de aproximadamente 5.800 km³ de água fria. A paisagem submarina é marcada por paredes íngremes e correntes geladas, que moldam o relevo ao longo de milênios.
Comparado a outros cânions submarinos, o Kroenke Canyon tem maior extensão linear, cerca de 700 km, situado no Pacífico Ocidental. Já o Cânion de Bering destaca-se pelo volume de água, estimado em 4.300 km³. O Zhemchug, porém, lidera as métricas de profundidade vertical e área de drenagem.
Origem geológica
A origem remonta ao último período glacial, quando o nível dos oceanos estava entre 100 e 120 metros abaixo do atual. A elevação pós-glaciação submergiu o relevo continental, permitindo que o rio Yukon descesse mais ao sudoeste e alimentasse correntes de turbidez que esculpiram a garganta ao longo de eras.
Relatos de pesquisa indicam que as turbidez de sedimentos e rochas contribuíram para o alargamento e a suavização gradual das paredes rochosas. Estudos de geofísica e materiais de divulgação especializada descrevem o processo de erosão que gerou o cânion abissal, ampliando o entendimento sobre a formação de grandes fendas submarinas.
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