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Estudo explica como a Pirâmide de Gizé resistiu a terremotos por 4 mil anos

Estudo aponta que base larga, massa de pedra e centro de massa baixo reduzem energia sísmica, ajudando a Pirâmide de Gizé a resistir a tremores ao longo de milênios

Estudo revela o segredo estrutural que ajudou a Pirâmide de Gizé a resistir terremotos. (Imagem: Getty Images via Canva)
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  • Estudo publicado na Scientific Reports aponta características da Grande Pirâmide de Gizé que contribuíram para sua resistência a tremores ao longo de mais de 4.500 anos.
  • Fatores destacados: base extremamente larga e estável, estrutura maciça de pedra calcária, centro de massa baixo, formato piramidal que distribui o peso e fundação em terreno sólido.
  • Pesquisadores usaram o método HVSR e sensores instalados em dezenas de pontos para medir vibrações naturais e determinar frequências de vibração da pirâmide.
  • Frequências naturais da pirâmide ficam entre 2,0 e 2,6 hertz, enquanto o solo ao redor vibra em frequência menor, reduzindo a transferência de energia sísmica.
  • O estudo ressalta que a resistência envolve mais fatores além da frequência, mencionando também o viés de sobrevivência e a importância da geometria e do peso na construção.

A Grande Pirâmide de Gizé resistiu a mais de 4.500 anos de intempéries, incluindo terremotos recentes no Egito, mantendo-se praticamente intacta. Pesquisadores lançaram um estudo na revista Scientific Reports para explicar esse feito.

O trabalho analisa as vibrações naturais da pirâmide e aponta características que reduziram os impactos sísmicos ao longo dos séculos. Não determina engenharia antiterremotos, mas evidencia escolhas arquitetônicas que favorecem a estabilidade.

O estudo envolveu sensores instalados em dezenas de pontos da pirâmide, internos e externos, para medir vibrações geradas pelo vento, movimento humano e pelo solo. O método HVSR foi utilizado nessa análise.

Fatores estruturais que ajudam na estabilidade

A base ampla e estável, a estrutura maciça de calcário e o centro de massa baixo são citados como motivos de resistência. O formato piramidal distribui melhor o peso, complementado pela fundação em terreno firme.

Outra conclusão indica que a pirâmide tem frequência natural entre 2,0 e 2,6 hertz, enquanto o solo ao redor vibra menos. A diferença reduz a transferência de energia sísmica para a construção.

Especialistas lembram que a resistência sísmica envolve outros fatores, como possíveis rachaduras após tremores intensos e mudanças na rigidez estrutural. O viés de sobrevivência também atua na percepção do fenômeno.

Mesmo diante de ressalvas, a pesquisa atribui a durabilidade a uma combinação de geometria simples e peso distribuído de forma eficiente. Os autores ressaltam que observação prática e experiência antiga teriam contribuído para soluções eficazes.

O pesquisador líder, Mohamed ELGabry, afirma que a robustez da pirâmide pode ter resultado de decisões de projeto feitas sem sismologia moderna. Os resultados ajudam a entender a longevidade de uma das obras mais emblemáticas da engenharia antiga.

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