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Fumaça da costa da Ásia altera química do oceano e ventos espalham emissões

Emissões industriais chegam ao oceano, alterando aerossóis marinhos e potencialmente o clima, embora o fitoplâncton produza aerossóis mais limpos

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  • Ecologistas da Universidade de Ciências da Informação de Nanjing, China, estudaram aerossóis marinhos a bordo do navio Dong Fang Hong 2 para entender a composição do ar sobre o oceano.
  • Quanto mais próximo da costa, maior a concentração de compostos tóxicos no ar, comprovando que emissões industriais viajam por centenas de quilômetros até o oceano.
  • Em prática, gases de escapamentos e outros poluentes se misturam com a maresia, formando “novos” compostos químicos em aerossóis marinhos.
  • Mais de setenta por cento de algumas aminas tóxicas encontradas no ar do mar vieram da interação entre poluição continental e maresia; há, porém, um grupo de aminas produzido pela ação do fitoplâncton, sem influência terrestre.
  • Os resultados foram publicados no periódico EGUsphere, da União Geofísica Europeia, e apontam a importância de entender o impacto da poluição urbana na formação de nuvens e no clima global.

O hymo de oficinas da costa asiática ganha novas leituras. Pesquisadores da Universidade de Ciências da Informação de Nanjing, na China, estudaram o ar que o oceano respira a bordo do navio Dong Fang Hong 2. O objetivo foi entender como os aerossóis marinhos se comportam longe da costa.

Os resultados indicam que, quanto mais próximo do continente, maior a concentração de compostos tóxicos invisíveis no ar sobre o mar. Em resumo, as emissões industriais viajam por centenas de quilômetros e alteram a composição atmosférica de áreas antes consideradas intocadas.

A formação de aerosóis no oceano depende de uma reação entre a poluição urbana e a maresia. A partir disso, mais de 70% de algumas aminases tóxicas no ar oceânico vieram da interação entre fumaça e maresia, gerando novos compostos no ar.

A exceção do fitoplâncton

Durante a expedição, os cientistas identificaram um grupo de aminases geradas independentemente da poluição terrestre. O fitoplâncton, ao liberar vapores biológicos, interage com a umidade e produz aerossóis marinhos mais limpos, mantendo parte da formação atmosférica em um regime natural.

Os resultados completos foram publicados no EGUsphere, da European Geosciences Union. O estudo descreve as análises químicas realizadas pela equipe a bordo e as condições observadas durante a travessia pelos mares da região.

Por que isso importa para o público? A química dos aerossóis influencia a formação de nuvens sobre o oceano e, assim, a radiação solar que atinge a superfície. Alterações nessa dinâmica podem impactar padrões climáticos e eventos extremos.

A pesquisa reforça que não existem barreiras entre o ar urbano e o mar. Entender esse elo é essencial para modelar o clima futuro e orientar políticas públicas voltadas à redução de emissões industriais.

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