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Misofonia: entender por que certos sons despertam aversão

Misofonia atinge até 20% da população e envolve hipersensibilidade no córtex insular; diagnóstico multidisciplinar e manejo personalizado são essenciais

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  • Misofonia é sensibilidade extrema a sons específicos e repetitivos, que provoca respostas emocionais desproporcionais, como raiva, pânico ou vontade de fugir.
  • Estímulos comuns incluem mastigação, tic-tac de relógio e ruídos do cotidiano; a reação ocorre principalmente pela interpretação emocional do som, não pelo som em si.
  • Estima-se que a misofonia afete cerca de 20% da população; o diagnóstico costuma envolver relatos do paciente e avaliação de profissionais de saúde.
  • A condição costuma surgir no início da infância ou na adolescência, e pode vir acompanhada de zumbido, hiperacusia e fonofobia.
  • Tratamentos são multidisciplinares, com estratégias de manejo sonoro, terapias comportamentais e, quando necessário, medicações para zumbido ou hiperacusia; não há cura oficial, mas é possível reduzir o impacto na vida diária.

Misofonia é entendida como sensibilidade extrema a sons específicos e repetitivos, que desencadeiam respostas emocionais desproporcionais. A condição pode incluir irritação, pânico ou vontade de fugir, segundo a neurologista Ana Carolina Gomes.

O tema envolve também zumbido, hiperacusia e fonofobia, que costumam surgir junto. Estima-se que a misofonia acometa cerca de 20% da população, segundo revisão de 2022, com diagnóstico baseado em relatos e avaliação especializada.

Causas e mecanismos

A misofonia está ligada à hipersensibilidade do córtex insular anterior, área que atribui significado emocional aos sons. Em pessoas afetadas, sons neutros podem parecer ameaças, ativando o sistema de luta ou fuga.

A influência familiar é mencionada por especialistas. Traços herdados ou aprendidos na convivência familiar podem contribuir para o desenvolvimento, somando a traumas auditivos, TEA, TOC e TDAH.

Casos e vivências

A jornalista Abigail Aquino relata sinais aos 17 anos, após a explosão de um pneu. Acompanharam-se zumbido, hiperacusia e fonofobia, com isolamento motivado pela dificuldade de lidar com sons.

A atriz January Jones já relatou sofrimento com o som de batatas fritas próximo a quem está ao redor, destacando o impacto social da condição. Muitas pessoas enfrentam julgamentos por reações acompanhadas de isolamento.

Como lidar no dia a dia

Especialistas indicam tratamento multidisciplinar. Estratégias incluem estimulação sonor a baixos volumes para modular ativação emocional, além de medicamentos para zumbido e hiperacusia.

Mudanças comportamentais, como terapia cognitivo-comportamental, neurofeedback e meditação, também aparecem como caminhos possíveis para reduzir impactos diários.

Perspectiva e diagnóstico

A ciência não aponta cura, mas aponta autonomia para reduzir o impacto da misofonia na vida. Profissionais destacam a importância de planos individualizados e orientação de especialistas para cada caso.

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