- A Copa do Mundo de 2026 será realizada no Canadá, Estados Unidos e México, começando em onze de junho, com quarenta e oito seleções.
- A distância entre locais de jogos pode superar quatro mil e quinhentos quilômetros, aumentando deslocamentos de equipes, imprensa e torcedores e, consequentemente, as emissões.
- Pesquisadores estimam que a competição emitirá entre cinco e nove milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera, volume superior aos de Russia 2018 e Catar 2022.
- A maior parte da pegada vem das longas viagens, apesar de a candidatura ter destacado a não necessidade de construir novos estádios; há críticas sobre a real responsabilidade climática da FIFA (Federação Internacional de Futebol) e discursos de neutralidade climática.
- O torneio aumenta o número de partidas, de trinta e duas para quarenta e oito equipes, o que eleva o custo ambiental; nas fases finais, cada partida pode gerar entre quarenta e quatro mil e setenta e dois mil toneladas de CO₂.
A Copa do Mundo de 2026, realizada entre Canadá, Estados Unidos e México, promete ser histórica por ser disputada em três países, com 48 seleções. O torneio começa em 11 de junho e envolve deslocamentos maiores que edições anteriores, o que pode elevar as emissões de gases de efeito estufa.
Estudos apontam que a pegada de carbono pode ficar entre cinco e nove milhões de toneladas de CO2. A distância entre sedes, alguns trechos acima de 4500 km, aumenta viagens de atletas, dirigentes, imprensa e torcedores. Exemplos citados incluem Miami a Vancouver, com distâncias expressivas.
A ampliação do quadro competitivo eleva o custo ambiental. Reportes indicam que a mudança é impulsionada tanto pela extensão geográfica quanto pela maior presença de partidas. Dados de organizações acadêmicas e institucionais apontam emissões associadas a voos, infraestrutura e logística.
Impacto climático e críticas
A FIFA, sob Gianni Infantino, afirma buscar medir, reduzir e compensar emissões. No entanto, cobranças de transparência citam promessas não totalmente comprovadas. Em 2023, a CSF apontou preocupações sobre a neutralidade climática associada ao Catar, considerado greenwashing.
Relatórios de 2025 indicam que partidas internacionais têm custo climático elevado. Com 40 jogos adicionais pela ampliação de 32 para 48 equipes, a pegada total tende a aumentar durante a fase de grupos e, ainda mais, na fase final.
Estudos do New Weather Institute e do Scientists for Global Responsibility sugerem emissões significativas por partida, variando conforme a etapa da competição. Pesquisadores da Universidade de Lausanne destacam o efeito do crescimento do torneio sobre viagens e infraestrutura.
Perspectivas para o futuro
A discussão sobre sustentabilidade no futebol não se encerra com 2026. A próxima edição, em 2030, envolve partidas em seis países e três continentes, elevando ainda mais os deslocamentos. Analistas avaliam que decisões sobre locais e logística contam para a pegada ambiental.
Como resposta, organizações e especialistas defendem medidas mais robustas de redução e compensação de emissões, com maior transparência de dados. A agenda climática do esporte passa a ser tema central de debates entre atletas, clubes e fãs.
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