- Musaranhos e solenodontes produzem toxinas na saliva, injetadas por mordidas para imobilizar presas; a espécie Solenodon paradoxus ocorre no Haiti e na República Dominicana.
- Ornitorrincos machos possuem esporões que liberam toxina, especialmente durante a época de acasalamento; causa dor intensa em humanos, não há antídoto e eles são encontrados na Austrália.
- Lóris-lento é o único primata peçonhento do mundo; glândulas venenosas ficam nas patas dianteiras e a mordida pode causar reações graves, com o grupo Nycticebus; está sob risco devido a tráfico e desmatamento.
- Morcegos-vampiros, principalmente Desmodus rotundus, usam saliva com anticoagulante para se alimentar de sangue; é uma peçonha técnica, não letal para a maioria, mas pode afetar animais como galinhas.
No reino animal, nem todo fofinho é inofensivo. Alguns mamíferos produzem toxinas e podem inoculá-las por meio de mordidas ou aparelhos de defesa. A seguir, quatro exemplos de peçonhentos entre os mamíferos.
A toxina está na saliva ou em estruturas de defesa. Em torno de certos musaranhos, a mordida pode paralisar presas pequenas. Em outros casos, a toxina atua como arma contra rivais durante a reprodução.
Casos de envenenamento em humanos são raros, e a gravidade varia conforme a espécie. Em geral, os efeitos vão de dor local a inflamação temporária, com diferenças marcadas entre cada mamífero.
Musaranhos
A ordem Eulipotyphla inclui alguns dos mamíferos venenosos mais conhecidos, como solenodontes. A toxina aparece na saliva e é injetada por mordidas letais, principalmente para imobilizar insetos e minhocas.
Vários musaranhos são peçonhentos, com destaque para Solenodon paradoxus, encontrado no Haiti e na República Dominicana. A maioria dos relatos envolve animais de pequeno porte.
Entre humanos, há poucos casos relatados, e o veneno costuma causar dor e queimação temporárias, sem se confirmar letalidade generalizada.
Ornitorrinco
O ornitor078ntrico é um mamífero com bico de pato, cauda de castor e ovos. Machos produzem toxinas que podem ser injetadas por esporões nos calcanhares. A substância é mais potente na época de acasalamento.
O veneno funciona como arma de competição entre machos por fêmeas e território. Embora não seja letal para pessoas, pode provocar dor intensa. Não há antídoto específico conhecido.
Esses animais ocorrem apenas na Austrália. Casos graves de envenenamento humano são incomuns, mas existem registros de dor intensa após contato com o animal.
Lóris-lento
O lóris lento, único primata peçonhento, pertence ao gênero Nycticebus. Habita florestas da Ásia e Oceania, especialmente na Indonésia. Glândulas venenosas ficam nas patas dianteiras e há secreção de toxinas na saliva.
A estratégia de defesa envolve lamber as glândulas para tornar a mordida ainda mais perigosa. Envenenamentos humanos são raros, porém podem causar anafilaxia.
O status de conservação indica vulnerabilidade, com riscos devido ao tráfico ilegal e ao desmatamento. Traficantes costumam remover dentes para evitar ataques.
Morcegos-vampiros
Entre as espécies de morcego, três se alimentam de sangue; o Desmodus rotundus é o mais comum nas Américas, incluindo o Brasil. Esses morcegos secretam anticoagulantes na saliva, facilitando a alimentação.
A toxicidade facilita a sucção de sangue, sobretudo de aves e pequenos vertebrados. Em muitos casos, os impactos são locais, mas podem ser graves para aves domésticas. A função da toxina é facilitar a alimentação, não atuar como veneno mortal para humanos.
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