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Táxi-aéreo traça rotas de carros voadores em SP e o que falta para o serviço

Revo traça rotas de carros voadores em São Paulo; Eve mira certificação entre fim de 2027 e início de 2028, com foco em Guarulhos e polos empresariais

Veículo da Eve, subsidiária da Embraer, que será utilizado nas operações da Revo
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  • A Revo está finalizando o mapeamento das primeiras rotas comerciais de eVTOLs e pretende iniciar operações em São Paulo no último trimestre de 2027.
  • A empresa assinou contrato de compra de até cinquenta eVTOLs com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, com entregas previstas entre dezoito e vinte e quatro meses.
  • O avião a ser operado é o Eve 100; já foram realizados cinquenta e nove voos de teste, com foco em manobras de sustentação estacionária; os próximos passos envolvem voos de transição.
  • A certificação ficará a cargo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com previsão entre o fim de 2027 e o início de 2028, sujeito ao andamento do regulador e da empresa.
  • Principais desafios incluem infraestrutura, vertiportos e coordenação com prefeituras; o plano inicial visa trajetos entre o centro expandido de São Paulo, Guarulhos e corredores corporativos da região.

A Revo, maior operadora de táxi-aéreo do Brasil, avança no mapeamento de rotas comerciais para eVTOLs em São Paulo. A empresa pretende iniciar operações no fim de 2027, no cenário mais otimista, com aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.

A iniciativa ocorre após a assinatura de um contrato para aquisição de até 50 eVTOLs com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. A Eve deve entregar os veículos em prazos entre 18 e 24 meses, a partir da confirmação de pedidos.

A Revo já opera helicópteros na capital desde 2023, sob a controladora portuguesa OHI, e projeta usar o modelo de voos atuais como base para o futuro serviço de eVTOLs. O foco inicial está na Região Metropolitana de São Paulo.

Plano de rotas em SP

O CEO João Welsh informou ao Globo que as primeiras ligações previstas conectam o centro expandido ao Aeroporto de Guarulhos. Também podem haver voos entre o centro de SP e polos empresariais como Avenida Paulista, Faria Lima e Berrini, além do Alphaville.

O ponto focal seria o aeroporto, que já recebe cerca de 22 voos diários de helicóptero. A estratégia visa migrar passageiros para os eVTOLs à medida que o ecossistema amadurece, mantendo a conectividade com o tráfego corporativo.

Há estudos de rotas para cidades industriais próximas, como Campinas e São José dos Campos. A operação interurbana é vista como mais complexa e depende de avaliação de custo-benefício.

Certificação e infraestrutura

O Eve 100, veículo escolhido, está em fase de testes, com campanhas recentes de voos para avaliar manobras de sustentação e velocidades baixas. A certificação ficará a cargo da Anac, que prevê conclusão entre fim de 2027 e início de 2028.

O regulador enfatiza que o cronograma depende da Eve e da complexidade técnica, especialmente na integração com vertiportos e infraestrutura urbana. A expectativa é de operação inicial com capacidades limitadas.

Especialistas destacam que o eVTOL pode representar nicho de mercado, com uso potencial em serviços executivos, emergências médicas e deslocamentos regionais, sem substituir o transporte de massa no curto prazo.

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