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Anvisa aprova medicamento para Parkinson avançado não responsivo a comprimidos

Anvisa aprova Vyalev, infusão contínua subcutânea de levodopa por 24 horas, primeira terapia desse tipo no Brasil para Parkinson avançado, reduzindo períodos off

O tratamento combina foscarbidopa e foslevodopa, substâncias derivadas da levodopa —principal medicamento usado contra os sintomas motores da doença — Foto: Divulgação
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  • A Anvisa aprovou um novo medicamento para Parkinson avançado no Brasil, divulgado no Diário Oficial da União em 25, e ele é comercializado pela AbbVie com o nome Vyalev.
  • Trata-se da primeira terapia baseada em infusão contínua subcutânea de levodopa por 24 horas, combinando foscarbidopa e foslevodopa, para manter níveis mais estáveis da medicação.
  • É indicado para pacientes que não respondem adequadamente aos comprimidos de levodopa e também para aqueles que não podem ou não desejam realizar estimulação cerebral profunda.
  • O fármaco foi aprovado com base em estudo de fase três com cerca de 130 pacientes, ao longo de 12 semanas, que mostrou aumento do tempo sem sintomas motores incapacitantes e redução dos períodos off em relação à levodopa oral.
  • Os efeitos adversos mais comuns incluem reações no local da infusão, movimentos involuntários e alucinações, com a maioria dos casos considerado leve ou moderado.

A Anvisa aprovou um novo medicamento para pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado no Brasil. O fármaco combina foscarbidopa e foslevodopa, e será comercializado pela AbbVie como Vyalev, com infusão contínua subcutânea de levodopa por 24 horas. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (25).

A terapia é indicada para pacientes que já não respondem bem aos comprimidos tradicionais de levodopa. Também surge como alternativa para quem não pode ou não deseja passar pela estimulação cerebral profunda, comum em estágios avançados da doença.

A aprovação baseia-se em estudo de fase 3 com cerca de 130 pacientes acompanhados por 12 semanas. Dados apontam aumento do tempo sem sintomas motores incapacitantes e redução dos períodos “off” frente à levodopa oral, com ganho médio de 2,72 horas de tempo “on”.

Entre os efeitos adversos, destacam-se reações no local da infusão, movimentos involuntários e alucinações. A maioria dos casos foi considerada leve ou moderada, segundo a farmacêutica.

Segundo o Ministério da Saúde, o Parkinson afeta cerca de 220 mil pessoas no Brasil, sendo a segunda neurodegeneração mais comum globalmente. A infusão contínua busca reduzir oscilações motoras comuns em fases avançadas da doença.

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