- A Vesper Bio promove o Annual Meeting 2026, em Florianópolis, a partir de 25 de maio, reunindo empresários, pesquisadores e investidores para discutir transformar pesquisas brasileiras em negócios globais de biotecnologia.
- A agenda aponta duas frentes principais: saúde humana e agricultura sustentável, com debates sobre terapias, diagnósticos, edição genética e bioinsumos de nova geração.
- A empresa está em uma nova rodada de captação, mirando 75 milhões de reais até o fim de 2026; já foram captados 25 milhões de reais.
- O portfólio da Vesper inclui oito empresas, entre colegianças de saúde e agro, conectando pesquisa, capital, laboratórios, governança e propriedade intelectual.
- O hub da Vesper em Florianópolis concentra laboratórios e escritórios em cerca de 3 mil metros quadrados, servindo como elo entre ciência, capital e mercado para posicionar o Brasil como referência global em biotecnologia.
A Vesper Bio promove em Florianópolis, a partir desta segunda-feira, 25, o Annual Meeting 2026, evento fechado para convidados. O objetivo é discutir como transformar pesquisa científica de ponta em empresas globais de biotecnologia, com foco em saúde e agro.
Durante dois dias, empresários de Boston, cientistas brasileiros e europeus, investidores, executivos, autoridades e filantropos debatem caminhos da ciência aplicada no Brasil. A reunião ocorre em meio a uma nova rodada de captação da empresa.
A organização já captou 25 milhões de reais dos 75 milhões previstos até o fim de 2026, em rodada de financiamento. Fundada em 2018, a Vesper mobilizou mais de 200 milhões de reais entre capital privado e subvenções.
O grupo reúne oito empresas em dois ramos: saúde humana e agricultura sustentável. A proposta é conectar universidades, pesquisadores, capital e mercado para criar empresas a partir de descobertas com potencial de escala.
O portfólio recente envolve investidores da família Lafer, Rise Ventures e ACNext. A meta é validar em campo ativos de agrobiotecnologia e iniciar testes clínicos em saúde humana, adicionando uma ou duas startups por ano.
Para Gabriel Bottos, CEO da Vesper, o Brasil possui pesquisa de ponta, mas muitas ideias ficam nas universidades. A Vesper diz atuar como ponte entre ciência e mercado, com gestão, capital e estratégia de propriedade intelectual.
O modelo compara-se a venture builders internacionais, como Flagship Pioneering e Arch Venture Partners, nos EUA. No Brasil, o ecossistema é ainda nascente, com dificuldades históricas para transformar conhecimento em companies de base tecnológica.
No encontro, o primeiro dia foca em saúde humana, terapias avançadas e diagnósticos. Debates tratam de RNA, vacinas, IA na biotecnologia, diagnósticos moleculares e terapias com vírus modificados.
Entre os participantes, constam Tatiana Sampaio (UFRJ), Luiz Caires (Vyro Biotherapeutics), Rafael Bottos (Aptah Bio) e Daniel Mansur (Futr Bio). Rogério Vivaldi (Vesper) também participa como executive chair.
O segundo dia aborda inovação no agronegócio, com nomes como Maurice Moloney (InEdita Bio), Adriana Hemerly (Hapiseeds) e Rafael Souza (Symbiomics). Debates vão tratar de edição genética, bioinsumos e produtividade com menos insumos químicos.
A Vesper opera principalmente no hub de Florianópolis, com cerca de 3 mil metros quadrados de laboratórios e escritórios. O espaço facilita a ligação entre pesquisa, validação e criação de negócios.
O ecossistema de investidores já inclui Setubal e Lafer, bem como ACNext Ventures e Rise Ventures. Parcerias institucionais com Fiocruz, BNDES e Finep fortalecem a atuação da holding no Brasil.
Para a Vesper, o desafio é demonstrar que o Brasil pode ir além da pesquisa reconhecida internacionalmente e competir na criação de empresas globais de biotecnologia. O Annual Meeting funciona como vitrine e teste dessa tese.
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