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Cardiomiopatia hipertrófica pode ser genética ou agravada por anabolizantes

Cardiomiopatia hipertrófica, hereditária ou associada ao uso de esteroides, pode levar a arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita

Gabriel Ganley, fisiculturista, que morreu aos 22 anos
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Foto: Redes Sociais
  • A cardiomiopatia hipertrófica é o espessamento anormal do músculo cardíaco que pode gerar arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita; no caso de Gabriel Ganley, o atestado cita a doença como parte do desfecho.
  • A doença costuma ser silenciosa, mas pode se manifestar durante esforço físico, como treinos intensos e competições.
  • Na forma genética, o espessamento é geralmente assimétrico, com transmissão autossômica dominante e 50% de chance a cada geração; a hipertrofia pode ultrapassar 30 milímetros.
  • A cardiomiopatia também pode ser adquirida ao longo da vida, com participação de uso de esteroides anabolizantes, que elevam a pressão arterial e o risco de arritmias graves.
  • O diagnóstico envolve ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética cardíaca; familiares próximos devem ser avaliados; o tratamento pode incluir medicamentos, restrição de exercícios de alta intensidade e, em alguns casos, cardioversor-desfibrilador implantável.

A cardiomiopatia hipertrófica é uma condição que provoca o espessamento do músculo cardíaco e pode levar a arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita. Em Gabriel Ganley, o fisiculturista e influenciador falecido aos 22 anos, a doença é citada no atestado de óbito como parte do desfecho. A doença costuma permanecer silenciosa, surgindo durante esforço físico intenso, como treinos ou competições.

A cardiomiopatia hipertrófica pode ter origem genética ou ocorrer ao longo da vida. Na forma genética, o espessamento é assimétrico e transmitido de forma autossômica dominante, com 50% de chance de transmissão a cada geração. Em alguns casos extremos, a espessura pode ultrapassar 30 milímetros.

A condição evolui com risco de morte súbita, especialmente em pessoas jovens. O uso de esteroides anabolizantes pode contribuir para a hipertrofia desorganizada e para a elevação da pressão arterial, aumentando o esforço cardíaco. Além disso, pode haver dano à microcirculação e maior chance de coágulos.

Causas e transmissão

O diagnóstico costuma envolver ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética cardíaca. Como a forma genética é hereditária, familiares próximos devem ser avaliados após a confirmação. O tratamento varia conforme a gravidade e pode incluir medicação, restrição de exercícios de alta intensidade e, em casos selecionados, CDI.

Diagnóstico e desdobramentos

Em casos graves, a decisão pode envolver mudanças no estilo de vida e monitoramento periódico. A forma adquirida, ligada ao uso de substâncias como esteroides, também é mencionada como fator de risco. Em Gabriel Ganley, a causa da morte é alvo de investigação, com o atestado mencionando cardiomiopatia hipertrófica associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.

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