- O Pennsylvania Hospital, fundado em 1751 por Thomas Bond e Benjamin Franklin, afirma ser o hospital mais antigo do país e hoje integra o sistema de saúde da Universidade da Pensilvânia, com a abertura de um museu que revisita sua história de inovação.
- O museu apresenta a atuação histórica do hospital na cirurgia, na educação de médicos e na inovação, destacando o compromisso com atendimento gratuito aos pobres, brancos e pretos, livres e escravizados.
- Entre os registros históricos, há contratos de pagamento que incluem Richard Allen, homem formerly enslaved que se tornou importante na história afro-americana.
- Destaques arquitetônicos e educativos incluem o primeiro theatre operatório nos Estados Unidos, de 1804, e uma biblioteca com mais de 13 mil volumes remontando a 1483.
- O acervo também traz dados meteorológicos coletados na farmácia do hospital de 1824 a 1922, informações que já foram consultadas pelo Serviço Nacional de Meteorologia, além de exposições sobre epidemias e saúde mental ao longo da história.
O Pennsylvania Hospital, fundado em 1751, em Filadélia, fica à frente da história da medicina nos EUA. A instituição, integrante do sistema de saúde da Universidade da Pensilvânia, abriu um museu que percorre sua trajetória como pioneira em cirurgia, educação e inovação. O marco anterior foi estabelecido em 1755, quando a cidade vivia sob o reinado de George II.
O hospital nasceu pela iniciativa do Dr. Thomas Bond e de Benjamin Franklin. Bond, médico de prática privada, viu muitos pobres sem acesso a cuidados. Ele reuniu amigos e médicos para criar um hospital voltado aos necessitados, mesmo diante da resistência inicial de angariar recursos.
Evolução e legado
A instituição afirma ser o hospital mais antigo do país, mantendo, ao longo dos anos, o papel de facility médica. O museu reúne registros escritos de pagamentos a contratados e demonstrações históricas, incluindo notas sobre Richard Allen, libertado da escravidão e co-fundador da Free African Society.
Coleções e instalações
Entre as peças, há o antigo teatro de operações de 1804, início da formação médica que hoje contempla uma mesa operatória interativa. O acervo também exibe a primeira farmacologia hospitalar das 13 colônias e uma biblioteca com mais de 13.000 volumes, acessíveis a pesquisadores mediante solicitação.
O museu preserva ainda dados meteorológicos coletados entre 1824 e 1922, demonstrando a prática de registrar fenômenos climáticos na apoteca do hospital. A mostra destaca o compromisso científico com o tratamento de doenças mentais, desvinculado de explicações demoníacas.
Além do cuidado direto
Fotos e relatos de profissionais que atuaram em zonas de guerra e em surtos epidêmicos compõem a ala de “Perseverança”, que evidencia respostas históricas a epidemias. O espaço evidencia a atuação de médicos que educaram gerações, mantendo o ensino como prioridade.
O museu oferece uma visão abrangente do hospital, desde os primeiros atendimentos gratuitos a milhares de pacientes pobres, até a atual integração com a formação médica e a pesquisa. A proposta é informar o público sobre a evolução da instituição e seu impacto na medicina.
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