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Mortes suspeitas por ebola na África chegam a 220, segundo OMS

OMS confirma 220 mortes suspeitas por ebola na África; Congo enfrenta situação grave e autoridades intensificam ações diante da instabilidade

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a República Democrática do Congo enfrenta uma situação ‘extremamente grave e difícil’
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  • A OMS informou que o número de mortes suspeitas por ebola na África chegou a 220 desde o início da epidemia.
  • O diretor Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que a República Democrática do Congo enfrenta uma situação extremamente grave e difícil.
  • Ele afirmou que as operações estão sendo intensificadas com caráter de urgência, mas a epidemia avança mais rápido que os esforços.
  • Países vizinhos ao Congo têm alto risco e precisam agir; Ghebreyesus planeja viajar ao Congo na terça-feira, 26.
  • Não há vacinas aprovadas nem tratamentos para a cepa Bundibugyo; o surto foi detectado pela primeira vez em 15 de maio nas províncias orientais, em meio a instabilidade na região de Ituri.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira que o número de mortes suspeitas por ebola na África chegou a 220 desde o início da epidemia. A informação foi divulgada durante reunião online do CDC, centro africano de controle e prevenção de doenças.

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou a situação na República Democrática do Congo (RDC) como extremamente grave e difícil. Ele afirmou que as operações estão sendo intensificadas com caráter de urgência, mas que a epidemia avança mais rápido que as ações atuais.

A RDC enfrenta o surto na província de Ituri, no nordeste do país, região marcada por instabilidade e violência, o que dificulta a resposta sanitária. O responsável pela OMS destacou ainda a insegurança nas províncias orientais, onde o surto foi detectado em 15 de maio.

Segundo Ghebreyesus, o aumento de combates na região eleva a desconfiança da população local em relação às autoridades. O desafio é ainda agravado pela ausência de vacinas aprovadas nem de tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo, atual agente do surto.

O diretor da OMS planeja viajar à RDC na terça-feira, 26, para acompanhar de perto a evolução do surto e as medidas de contenção. Países fronteiriços ao Congo também estão em alerta máximo, com risco elevado de transmissão.

Dados do CDC indicam que, além da RDC e de Uganda, dez países africanos estão em risco por causa da ebola. A doença é transmitida por contato com fluidos corporais e pode provocar hemorragias graves.

Historicamente, a ebola já causou mais de 15 mil mortes na África, com taxas de mortalidade entre 25% e 90%. A OMS reforça que o vírus é mais mortal que comum, porém menos contagioso que a covid-19. Fonte: AFP.

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