- A variedade de uva conhecida por muitos nomes na Europa Central é Graševina/Grašac, com usos que vão de vinhos frescos a estilos mais complexos.
- Possui várias grafias regionais: Olaszrizling, Riesling Italian, Welschriesling, Risling Italico, entre outras, refletindo heranças italianas e balcânicas.
- A origem precisa é incerta; um dos possíveis núcleos é a Itália, mas estudos apontam a Sérvia como fonte histórica, com registros de 1816 e um herbário de 1812–1824 em Fruška Gora.
- A uva é fácil de cultivar e rende bem, sendo responsável por vinhos que vão de notas de limão e maçã verde a frutas maduras, com potencial para espumantes e vinhos botrytis.
- Em 2023, o rótulo Grašac 2020 da Vinaría Vinčić, Sérvia, ganhou o Best in Show no Discover Western Europe (DWWA) e há esforços de unificação de identidade com a iniciativa GROW du Monde para ampliar o reconhecimento da variedade.
No mundo dos vinhos europeus, uma variedade branca tem acompanhado produtores de várias nacionalidades: Graševina, também conhecida por nomes como Olaszrizling, Welschriesling e Rizling Vlašský. Sua versatilidade encanta desde versões frescas até as mais profundas.
A origem exata não é consenso. O rótulo aparece como Grašac ou Graševina em países do Leste, com ligações históricas a Itália em alguns nomes que remetem ao termo “Italiano”. A planta pode ter chegado à região via tradições vitivinícolas do Danúbio.
Uma história disputada
Em busca de uma raiz comum, a Serbie aponta para registros históricos. Em 1816, o livro Graschaz é citado no estudo de Prokopije Bolić, iniciando a narrativa histórica local. Além disso, um herbário de belas-vistas em Sremski Karlovci guarda amostras do período 1812-1824 que incluem Graschaz.
Essa herança ganhou força com a descoberta, em 2017, de amostras velhas na Fruška Gora. A pesquisadora Milica Rat recuperou 75 materiais de viticultura, consolidando a ligação séria da região ao cultivo da variedade.
Panorama atual
A variedade domina áreas de vinhedos na Croácia, Eslovênia e Sérvia, e também aparece na China, com entre 3.000ha e 4.000ha. O nome chinês 贵人香 traduz-se como “fragrância nobre” e remonta a uma chegada em 1892, associada a um consulado austro-húngaro.
Além disso, há vinhedos no Brasil, ampliando o alcance geográfico da grape. A distribuição diversa reforça a adaptabilidade da variedade, que pode render tanto vinhos jovens quanto referências mais complexas, dependendo do cultivo.
Perfis e usos
Versões jovens costumam apresentar acidez marcante, notas de limão, maçã verde, flores brancas e um final mineral. Vinhos de mais idade trazem maçã madura, pêra cozida, raspas de limão e nuances de abacaxi, mel e amêndoas.
A variedade também se mostra adequada a espumantes, vinhos de pele contact e alguns doces botrytizados, mantendo constante sutileza da fruta e expressão do terroir.
Identidade em construção
A associação com nomes que incluem “Riesling” pode confundir, já que a relação com o Rhine Riesling não é direta. Acima de tudo, a Graševina oferece uma gama de estilos, desde o toque fresco até estruturas mais complexas.
Para ampliar o reconhecimento, a iniciativa GROW du Monde, criada por amigos da Croácia, Sérvia e Hungria, busca unificar a identidade da variedade e aumentar a visibilidade no mercado.
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