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ONS enfrenta desafio de manter TV ligada e cerveja gelada na Copa

ONS planeja acionamento de hidrelétricas e termelétricas para evitar blecautes durante jogos, diante de picos de demanda que podem chegar a milhares de megawatts

Na Copa, o desafio do ONS é garantir a TV ligada e a cerveja gelada
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  • ONS se prepara para a Copa do Mundo para garantir que geração de energia acompanhe a demanda a cada segundo, especialmente quando muitos brasileiros assistem aos jogos em casa, bares e restaurantes.
  • A demanda aumenta de forma concentrada durante partidas, especialmente nos intervalos e após o fim dos jogos, com picos rápidos de consumo em curto espaço de tempo.
  • Na Copa do Catar de 2022, a carga caiu no início de jogos, subiu milhares de megawatts em minutos durante intervalos e finais, e chegou a quase 8 mil MW em torno de 30 minutos no fim de jogo da seleção brasileira.
  • Para atender rapidamente, o ONS acionava hidrelétricas e termelétricas a gás e óleo diesel, que demandam aviso prévio significativo para funcionar com agilidade.
  • A preparação também envolve manter reservas, ajustar controles de geração e ações manuais, e observa-se que a solar entra em saída conforme o horário, dificultando o planejamento em jogos no fim da tarde e início da noite.

A preparação para a Copa do Mundo envolve não apenas atletas e torcedores, mas também o setor elétrico. O objetivo é manter a TV ligada e evitar blecautes durante jogos de grande audiência. A demanda de energia precisa acompanhar o ritmo dos eventos a cada segundo.

O ONS acompanha a tabela de jogos para acionar usinas conforme o pico de consumo. Especialistas destacam que não é apenas o volume, mas o momento de concentração de energia. A ideia é evitar falhas no fornecimento em horários de jogos importantes.

Quando o Brasil entra em campo, o aumento repentino de consumo é intenso. Entre intervalos, há picos adicionais com uso de geladeiras e micro-ondas, por exemplo, o que exige planejamento de resposta rápida do sistema. Em partidas decisivas, a variação é ainda mais marcada.

Panorama recente e lições da Copa de 2022

Durante o jogo Brasil x Croácia, a fase de início apresentou queda de demanda, seguida por elevação rápida em minutos seguintes, com picos durante o intervalo e ao final da prorrogação. Os dados indicaram variações de milhares de megawatts em curtos períodos.

Na partida de abertura do Brasil no Catar, após o fim do jogo houve aumento expressivo de consumo na hora seguinte ao apito. Esse comportamento está relacionado a celebrações, janelas de consumo doméstico e retorno à rotina cotidiana.

Estratégias de operação do ONS

Para responder a picos, o ONS ordena o acionamento de hidrelétricas e de térmicas a gás e óleo diesel, por serem mais rápidas. Informações de operações antecipadas são compartilhadas com os empreendedores dessas usinas para preparo adequado.

O tempo de resposta das térmicas varia conforme a antecedência necessária. A preparação envolve manter sobreaviso elevado e evitar falhas sistêmicas que possam se propagar pelo sistema.

Contexto técnico e cenários

O planejamento também considera horários em que a geração solar cai, como no fim da tarde. Em momentos de jogos de alto interesse, a demanda pode subir substancialmente logo após o término das partidas.

Durante a Copa anterior, medidas incluíram suspensão de intervenções não essenciais na rede e a manutenção de reservas de capacidade. Não houve registro de subsequentes desequilíbrios relevantes no sistema.

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