- Li Jiaying, de 43 anos, é a primeira astronauta de Hong Kong a ir ao espaço, a bordo da nave Shenzhou-23.
- A tripulação de três pessoas chegou à estação Tiangong após a decolagem no domingo à noite, às 23h08 no horário local, no deserto de Gobi, com o Long March 2-F.
- Um dos tripulantes passará um ano em órbita, em experimento-chave, com a decisão sobre quem fica sendo anunciada posteriormente.
- A missão tem como objetivo estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano e ampliar as permanências longas no espaço.
- O marco foi saudado como histórico pelo chefe do Executivo de Hong Kong, enquanto China avança na corrida com os EUA para retorno lunar até 2028.
A astronauta de Hong Kong participou, pela primeira vez, de uma missão tripulada chinesa ao espaço. Li Jiaying, 43 anos, policial e mãe de três filhos, atua como cientista de cargas úteis na tripulação de três membros a bordo do Shenzhou-23. A nave partiu na noite de domingo e seguiu rumo à estação Tiangong.
A decolagem ocorreu no deserto de Gobi, no noroeste da China, às 23:08 locais (15:08 GMT). A missão envolve estudos sobre os efeitos da microgravidade no corpo humano, entre outras experiências. A tripulação chegou à Tiangong algumas horas após o lançamento, realizando a ancoragem no módulo orbital.
A bordo, além de Li Jiaying, vão Zhu Yangzhu, engenheiro espacial de 39 anos, e Zhang Zhiyuan, piloto aeronáutico veterano de 39 anos. Um membro da equipe deverá permanecer um ano em órbita, conforme definição a ser anunciada posteriormente.
A inclusão de Li Jiaying foi saudada como um marco pela administração de Hong Kong. O chefe do Executivo, John Lee, descreveu o feito como histórico. Li afirmou ter se inspirado em Yang Liwei, o primeiro taikonauta chinês, ao aceitar o desafio.
Especialistas destacam que a missão reforça o esforço da China em missões de longa duração. O objetivo é avançar a experiência de permanências prolongadas no espaço, em paralelo às iniciativas de exploração lunar do país.
Desde 2021, a China tem enviado astronauts para a estação Tiangong em estadias de seis meses. A vigência de um ano aproxima-se do recorde histórico de 14 meses, registrado por Valery Polyakov em 1995.
Analistas ressaltam que o programa chinês busca ampliar competências em missões de longa duração, bem como avançar em exploração de espaço profundo. Em 2024, a China recuperou amostras da Lua com a missão Chang’e-6.
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