- O Selo Bandeira Azul reconhece praias com qualidade ambiental, segurança, infraestrutura e educação ambiental, influenciando turismo e gestão local no Brasil.
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- Um estudo publicado na revista Ambiente & Sociedade analisou 16 praias certificadas nas regiões Sudeste e Sul e ouviu 54 pessoas ligadas à gestão, apontando impactos positivos na gestão ambiental e na valorização dos destinos.
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- Os autores ressaltam que o selo, por si só, não transforma a praia; é preciso manter rotina administrativa, orçamento, equipe técnica e fiscalização contínua.
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- Há desigualdades regionais na capacidade de cumprir os critérios e risco de uso meramente mercadológico; o selo deve ser parte de um processo contínuo, não apenas uma vitrine.
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- Recomenda-se fortalecer educação ambiental, adaptar critérios ao contexto brasileiro, ampliar apoio técnico e financeiro, envolver a sociedade civil e expandir o programa para outras regiões, com estudos que acompanhem indicadores ao longo do tempo.
O Programa Bandeira Azul reconhece praias que cumprem critérios de qualidade ambiental, segurança, infraestrutura e educação ambiental. No Brasil, gestores, moradores e comerciantes percebem impactos positivos no turismo e na gestão ambiental das praias certificadas. Ainda assim, os resultados dependem de ação contínua de municípios.
Um estudo publicado na sexta-feira na revista Ambiente & Sociedade de pesquisadores do IF Fluminense, da Universidade Positivo e da Fundação Getulio Vargas analisou 16 praias certificadas no Sudeste e Sul. Foram realizadas 54 entrevistas com gestores, comerciantes, moradores, turistas e representantes de associações.
Contexto e método
A pesquisa utilizou análise qualitativa de documentos, registros fotográficos e entrevistas para entender como o selo funciona como organizador da gestão local. Foco em praias com implementação avançada, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina.
Os autores destacam que o selo avalia qualidade ambiental, gestão de resíduos, infraestrutura, acessibilidade, segurança e educação ambiental. Além disso, apontam efeitos positivos sobre a economia local e a imagem dos destinos.
Limites e recomendações
Apesar dos efeitos positivos, o estudo aponta que a certificação depende de rotina administrativa, orçamento, equipe técnica e fiscalização contínua. A autora Luíza Chiarelli Barbosa França ressalta que o selo não transforma a praia sozinho, exigindo um processo persistente.
A pesquisa aponta desigualdades regionais: municípios com mais recursos costumam cumprir os critérios com maior facilidade, enquanto outros enfrentam limitações técnicas e financeiras. O risco de uso meramente promocional também é destacado.
Perspectivas e próximos passos
Os autores recomendam ampliar a educação ambiental, revisar critérios para contemplar particularidades brasileiras e oferecer mais apoio técnico e financeiro aos municípios. A atuação da sociedade civil é apontada como elemento central para o fortalecimento do programa.
A expansão para outras regiões é considerada relevante, desde que haja adaptação à diversidade geográfica e social do litoral brasileiro. O estudo sugere ainda futuras comparações entre praias certificadas e não certificadas e o acompanhamento de indicadores ao longo do tempo.
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