- Veterinários em Portugal dizem não estar autorizados a diagnosticar, tratar ou realizar qualquer ato clínico em pessoas.
- A orientação da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) ocorreu em resposta ao fenômeno dos therians, que afirmam identificar-se psicologicamente com animais.
- A OMV recomenda manter postura respeitosa, esclarecer limites legais da medicina veterinária e encaminhar a pessoa a um médico apropriado; a entidade ressalta que, juridicamente, a pessoa continua sendo humana.
- Therians, também chamados de teriantropos, ganharam visibilidade a partir de 2020 com o algoritmo de redes sociais, que amplificou vídeos de pessoas simulando movimentos de animais.
- Em fevereiro, uma tentativa de encontro em Portugal foi cancelada devido a críticas públicas; não há relatos de casos de therians sendo atendidos por veterinários no país.
A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) de Portugal alerta que veterinários não estão autorizados a realizar diagnósticos, tratamentos ou qualquer ato clínico em pessoas. O aviso chega diante do ressurgimento do movimento therians, que se identifica psicologicamente com animais e ganhou visibilidade nas redes sociais.
Segundo a OMV, se uma pessoa que se comporta como animal procurar atendimento veterinário, o profissional deve manter postura respeitosa e informar os limites legais da atividade clínica, encaminhando a pessoa a um médico adequado. A declaração reforça que, juridicamente, a pessoa continua humana.
O movimento therians ganhou força a partir de 2020, impulsionado pelo algoritmo de redes sociais que exibiu vídeos de jovens imitando deslocamentos de animais. Parte dos participantes utiliza máscaras e acessórios relacionados ao animal com o qual se identifica.
Em Portugal, houve tentativa de encontro da comunidade em fevereiro, que precisou ser cancelada após críticas públicas. A discussão envolve ainda o debate sobre como profissionais de saúde lidam com identidades não humanas em contextos clínicos.
Historicamente, therians se originaram no meio online nos anos 1990, com o termo otherkin. O subgrupo que se identifica com animais reais passou a ser mais discutido a partir de vídeos virais, mantendo o foco em debates sobre identidade e expressão.
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