- Austrália confirmou a primeira morte por difteria desde 2018, em meio ao maior surto da doença em décadas.
- O surto foi declarado no Território do Norte em março, com casos também em Austrália Ocidental, Austrália do Sul e Queensland; os casos cresceram até fevereiro.
- Este ano houve 245 casos, o que configura o maior surto desde 1991, com a maioria dos casos em comunidades indígenas remotas.
- Autópsia realizada em um laboratório no exterior indicou que a difteria foi a causa da morte de um homem em abril no Royal Darwin Hospital.
- O governo intensificou a vacinação nas áreas mais vulneráveis, com campanhas em Darwin, Katherine e Alice Springs; já foram aplicadas 10.407 doses desde 30 de março, e o país anunciou um pacote de AU$ 7,2 milhões para ampliar vacinas e recursos.
Austrália confirmou a primeira morte por difteria desde 2018, em meio ao pior surto da doença em décadas. O surto foi declarado no Território do Norte (NT) em março, com casos também em Western Australia (WA), South Australia (SA) e Queensland (QLD). Os casos começaram a subir no fim de 2025, com aceleração em fevereiro deste ano.
Este ano já são 245 casos registrados, o maior surto no país desde 1991, principalmente em comunidades indígenas remotas. Na terça-feira, o ministro da Saúde do NT informou que resultados de uma autópsia em laboratório no exterior apontaram difteria como causa da morte de um homem em abril, no Royal Darwin Hospital.
O governo intensificou a vacinação em áreas mais vulneráveis, com queda recente no número de novos casos, segundo autoridades de saúde. Desde 30 de março foram aplicadas 10.407 doses. Entre janeiro do ano passado e maio deste ano, o NT registrou 163 casos, com 48 respiratórios e 115 cutâneos.
Situação e resposta
Em março, WA confirmou dois casos de difteria respiratória, os primeiros desse tipo no estado em mais de 50 anos. No total deste ano, o NT concentra cerca de 60% dos casos, WA around 36%, com poucas ocorrências em SA e QLD.
Autoridades pedem atualização vacinal nas comunidades afetadas, especialmente para adolescentes e adultos que necessitam de reforço. O NT montou clínicas temporárias em Darwin, Katherine e Alice Springs para ampliar a campanha.
Medidas de saúde pública
A difteria, em suas variantes respiratória e cutânea, é prevenível com vacina. O esquema infantil prevê cinco doses entre dois meses e quatro anos, com reforço entre 12 e 13 anos. A doença respiratória pode ser grave; a cutânea, menos propensa a complicações graves.
O diretor-geral de Saúde do país declarou a difteria como incidente de importância nacional. O governo anunciou um pacote de AU$ 7,2 milhões para ampliar vacinação e recursos nas áreas afetadas.
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